segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Orientação de Atividade Física



A recomendação de atividade física para a saúde durante o processo de envelhecimento ou para o idoso segue as mesmas linhas de recomendação para a população geral. A recomendação de atividade física e Saúde Pública no idoso enfatizam quatro aspectos chave para a promoção de um envelhecimento saudável:
1. Atividades aeróbicas: para a promoção e manutenção da saúde o idoso deve realizar atividades aeróbicas de intensidade moderada pelo menos 30 minutos diários em cinco dias da semana que tem sido a recomendação usada desde 1996 pelo Programa "Agita São Paulo".  
2. Fortalecimento muscular: exercícios com peso realizados em uma série de 10-15 repetições, de 8 a 10 exercícios que trabalhem os grandes grupos musculares, de dois a três dias não consecutivos.
3. Flexibilidade: atividades de pelo menos 10 minutos com o maior número de grupos de músculos e tendões, por 10 a 30 segundos; em 3 a 4 repetições de cada movimento estático, todos os dias de atividades aeróbicas e de fortalecimento.
4. Equilíbrio: exercícios de equilíbrio três vezes por semana.

Conclusão
A atividade física regular tem um papel fundamental na prevenção e controle das doenças crônicas não transmissíveis, melhor mobilidade, capacidade funcional e qualidade de vida durante o envelhecimento. É importante enfatizar, que tão importante quanto estimular a prática regular da atividade física aeróbica, de fortalecimento muscular, do equilíbrio, as mudanças para a adoção de um estilo de vida ativo são parte fundamental de um envelhecer com saúde e qualidade.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Vamos Dançar!!!


 Dançar afasta depressão de idosos e exercita a mente!

Embora sejam fundamentais na vida de qualquer ser humano, principalmente daqueles que estão na terceira idade, muitos não gostam de praticar exercícios físicos com frequência.
Mas se você não quer levar uma vida sedentária e não sabe qual atividade escolher, a dança pode ser uma boa opção. Sabemos que durante muitos anos ela foi considerada apenas um instrumento de lazer. Porém, uma pesquisa realizada na Itália mostrou que a prática possui inúmeros benefícios para a saúde do coração, além de aumentar a capacidade respiratória e, claro, melhorar a qualidade de vida do praticante.
O controle dos ponteiros da balança é mais um proveito tirado por quem costuma “mexer o esqueleto”. Afinal, na terceira idade é muito comum ocorrer o aumento do peso, já que a diminuição dos níveis de estrógeno, testosterona e de hormônio do crescimento no organismo colaboram para a perda de massa muscular agravando numa queima menor de calorias.
Todavia, essas não são as únicas vantagens encontradas por quem costuma movimentar-se ao ritmo de alguma canção. Dançar na terceira idade contribui para um melhor condicionamento físico e mental. Além disso, ajuda a elevar a autoestima e afastar os sintomas da depressão. A razão para isso é que através da atividade o cérebro libera serotonina, uma substância que traz a sensação de alívio, melhorando o humor e o sono.
A dança e o cérebro do idoso
Dançar em salões coopera para uma mudança significativa de comportamento do praticante que passa a ser menos tímido e aprende a ter mais confiança. Mais uma vantagem é que ela ajuda manter o cérebro em plena atividade, melhorando, desta forma, a coordenação motora e a concentração, pois eleva a circulação cerebral em áreas adormecidas.
Isto porque esses estímulos aumentam as conexões neuronais, proporcionando ao idoso maiores habilidades no aprendizado, raciocínio e na memória. Mediante a isso, reduz o estresse e a ansiedade.
O que você está esperando para aproveitar todos esses benefícios e se arriscar nos primeiros passos? Vale a pena praticar essa atividade  porque não tem contraindicação!


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Tratamentos para Artrite

Conheça todas as formas de tratamento para artrite.
A artrite é uma doença autoimune que provoca sintomas desagradáveis e que não tem cura, mas cujo tratamento pode ajudar a combater o desconforto que a doença provoca. O tratamento para artrite reumatoide pode ser:
Natural;
Medicamentoso;
Fisioterapêutico;
Homeopático;
Alternativo ou
Cirúrgico.
Além disso, é necessário educar o indivíduo e sua família para buscar ajuda psicológica quando ela for necessária.
Nenhum destes tratamentos irá conseguir eliminar a doença, mas quando utilizados corretamente, podem ajudar a melhorar a qualidade de vida do indivíduo por diminuírem os sintomas característicos da artrite e evitarem a progressão da doença.
Tratamento natural para artrite
O tratamento natural para artrite reumatoide pode ser feito com o uso de plantas medicinais que possuem propriedades anti-inflamatórias, analgésicas e diuréticas, em forma de chá, suco ou cataplasma.
Alguns bons exemplos de remédios naturais para artrite são:
Chá de cavalinha, erva-doce e bardana;
Tomar o suco de berinjela com limão ao acordar;
Tomar o suco de abacaxi diariamente.
Tratamento medicamentoso para artrite
O tratamento medicamentoso para artrite reumatoide é feito com a ingestão de anti-inflamatórios, corticoides, imunossupressores e medicamentos que mudem o curso da doença, a fim de impedir a sua progressão.
Os anti-inflamatórios podem ser tomados por até 14 dias e são recomendados para a fase inicial da doença. As pomadas devem ser utilizadas sempre que forem necessárias e as injeções de corticoides são indicadas nos casos mais graves onde espera-se um resultado imediato, mas não devem ultrapassar as 4 aplicações por ano.
As drogas modificadoras do curso da doença são fundamentais para o tratamento da artrite. Alguns exemplos são:
Metotrexato (MTX);
Sulfassalazina (SSZ);
Leflunomida (LEF);
Antimaláricos: difosfato de cloroquina (DCQ9) e sulfato de hidroxicloroquina (HCQ);
Sais de ouro.
Os medicamentos imunossupressores diminuem a inflamação da articulação e outras manifestações extra articulares que a doença provoca e também podem ser utilizadas isoladamente ou em conjunto.
Tratamento fisioterapêutico da artrite
O tratamento fisioterapêutico para artrite reumatoide é uma ótima forma de diminuir a dor, a inflamação e melhorar a qualidade dos movimentos na articulação afetada. A fisioterapia também é importante para manter os músculos devidamente fortalecidos e alongados, assim como evitar ou diminuir as deformidades articulares.
A fisioterapia deve incluir exercícios e alongamentos ativos e passivos, o uso deaparelhos de eletroterapia, ;mecanoterapia e o uso de recursos térmicos, como as bolsas de água quente. Além disso, a prática de exercícios físicos aeróbicos, como caminhada, bicicleta, natação e hidroginástica também podem ser indicada.
Tratamento cirúrgico da artrite
Quando a artrite reumatoide gera deformidades que diminuem a qualidade de vida do indivíduo, o médico poderá avaliar a necessidade de realizar uma cirurgia para trocar a articulação afetada por uma prótese. Mas isto vai depender do estado de saúde geral do indivíduo e de suas atividades diárias.
Tratamento alternativo para artrite
O tratamento alternativo para artrite reumatoide pode ser feito com dieta, meditação, acupuntura, auriculoterapia, massagem, quiropraxia, biofeedback, entre outras, mas não exclui a necessidade do tratamento clínico e fisioterápico, embora possam melhorar a qualidade de vida do indivíduo.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Cuidados gerais a ter com idosos



Embora muitos idosos façam questão de manter a sua independência, as pessoas com idade superior a 80 anos precisam de alguns cuidados gerais. Saiba o que pode fazer para tornar os dias dos idosos ainda mais agradáveis, física e emocionalmente.
Como fazer? Quando os idosos chegam a uma certa idade, é natural que os filhos pensem logo num local onde terão cuidados 24 horas por dia, caso de um lar para seniores. No entanto, isso nem sempre é a melhor opção para o idoso. Cuidar de um idoso também é falar abertamente com ele para saber quais são as suas vontades e necessidades. Explore todas as opções, desde ficar a viver sozinho, levar o idoso para a sua casa ou para a de outros familiares, antes de considerar a opção de um lar.
Viver com a família. Se a escolha recair sobre levá-lo para a sua casa ou então passar temporadas em várias casas de família próxima (alternar entre as casas dos filhos, por exemplo), é importante que fale com o idoso acerca deste plano. Enquanto alguns poderão adorar a ideia de poder estar com todos em diferentes alturas, outros poderão sentir que estão a ser “despachados” de um lado para o outro e poderão não sentir-se confortável com as mudanças constantes.
Viver num lar. Se a opção lar for bem aceite pelo idoso, é importante que faça uma boa pesquisa dos lares de terceira idade disponíveis. Estes podem variar muito, não só em termos de preço, mas também no que respeita às condições oferecidas e o ambiente em geral. É importante escolher um lar que combine na perfeição com a personalidade do idoso, por isso, visite vários e peça referências a amigos e conhecidos. Uma vez instalado no lar, é importante que visite frequentemente o idoso, planeando também saídas ou fins-de-semana passada em família.
Casa segura. Para idosos que preferem continuar a viver nos seus lares, os cuidados mais importantes passam pela segurança em casa. Certifique-se que a casa está bem iluminada e que existem luzes de presença para a noite; tenha em conta a disposição dos móveis para assegurar uma fácil mobilidade dos idosos; evite a existência de tapetes escorregadios; adapte o WC/banheiro com barras de apoio se achar necessário; coloque os números de telefone da família, vizinhos e amigos junto ao telefone, escritos em números bem visíveis; veja se na cozinha têm tudo o que precisam à mão, para evitar que o idoso suba para cadeiras ou bancos; faça o mesmo com os restantes armários, colocando o que mais utilizam em prateleiras mais baixas.
Ajuda externa. Por mais independente que seja um idoso, os cuidados gerais que necessitam podem passar por alguma ou até muita ajuda externa. Um idoso pode precisar de ajuda para fazer a sua higiene pessoal, para ir às compras e/ou confeccionar as suas refeições, para efetuar a limpeza da casa, para ir ao médico, ver o correio e pagar as contas, entre muitas outras tarefas do dia-a-dia. É importante delinear um plano para decidir quem vai fazer o quê e quando, comunicando tudo isto ao idoso para que ele saiba aquilo com que pode contar. Se tiver que faltar a um compromisso prévio com o idoso, avise-o previamente e encontre uma alternativa. Se necessário, contrate ajuda externa.
Saúde de ferro. Vigiar e cuidar da saúde de um idoso é fundamental. Quer tenham ou não alguma doença ou problema de saúde, os idosos devem ser vigiados de perto: assegure-se que fazem uma dieta alimentar equilibrada, que efetuam algum tipo de exercício físico, que bebem muita água e que não descuram a toma dos seus medicamentos diários (neste caso pode adquirir uma caixa divisória que facilita não só a organização dos medicamentos a tomar ao pequeno-almoço, almoço e jantar, mas também o seu controlo). Sempre que possível, deve acompanhar o idoso ao médico, bem como ter cópias do seu historial, exames e medicamentos. Se o estado de saúde do doente for mais grave e o idoso tiver de estar acamado, informe-se acerca dos cuidados especiais a ter com uma pessoa acamada.
Vida social. Só porque alguém tem mais de 80 anos de idade não significa que tem de passar os seus dias enfiados em casa em frente à televisão. É essencial motivar o idoso para sair de casa e ter algum tipo de vida social – nem que seja ir tomar um chá com as amigas todas as semanas, dar uma pequena caminhada ou até inscrever-se num centro de convívio para idosos. Sempre que puder, a família também deve estar presente para fazer companhia ao idoso. A companhia física, o carinho e uma boa conversa é o melhor presente que pode dar a um idoso que, com a sua experiência de vida, tem sempre histórias para contar. Para, além disso, é importante manter o idoso a par das notícias do seu círculo pessoal e até do mundo, para que não sintam que estão a ser esquecidos, simplesmente porque já são “velhos” e “não vão entender”.
http://cuidamos.com/artigos/cuidados-gerais-ter-com-idosos

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Viagens se tornando cada vez mais frequentes!


Nos últimos cinco anos, houve um aumento de 45% na busca por programas internacionais pelo público da terceira idade.
Nessa faixa etária, onde as pessoas estão se aposentando, possuem filhos independentes e já não precisam comprometer a receita com alguns gastos como compra de carro ou aquisição de imóvel, torna-se possível ousar e, por que não, programar uma viagem de intercâmbio sem comprometer o orçamento.

Cada vez mais, o público idoso está buscando agências de viagem para conquistar educação internacional e conhecer novas culturas, cenário este que vem crescendo nos últimos cinco anos.

De acordo com informações da grande imprensa, só no primeiro semestre de 2011, uma empresa com destaque no segmento e especializada em turismo jovem e intercâmbio notou um aumento de 45% na busca dessa faixa etária por programas internacionais.

Com algumas dicas e cuidados, sair do país de forma consciente e tranquila é mais simples do que parece. Confira:
  • Destino: Caso não tenha decidido para qual país vai viajar, pesquise e informe-se o máximo possível para não ter problemas depois, e nem surpresas desagradáveis. Atenção especial para o custo de vida dos locais escolhidos, pois isso influenciará muito em sua decisão.
     
  • Legislação: Verifique o quanto antes se o seu passaporte está dentro do prazo. Cheque também se o local escolhido exige visto para a entrada, algum tipo de seguro ou vacinas. É muito importante ter todas essas informações legais para a chegada ao país.
     
  • Idioma: Antes de sair do Brasil, procure investir em algum curso de idiomas, pelo menos na etapa básica, para que não se complique muito em situações do dia a dia. Existem algumas opções de cursos específicos com valores diferenciados para a terceira idade. Além disso, ter conhecimento da língua facilita a entrada no país e pode evitar que você seja enganado em atividades corriqueiras, como, por exemplo, durante as compras e refeições.
     
  • Pacote de viagem: Consulte agências de intercâmbio e pesquise bastante, além de comparar sempre as condições e os preços dos pacotes oferecidos, que devem incluir passagem aérea, curso, matrícula, assistência, etc.
     
  • Planejamento financeiro: Antes de tudo, é preciso colocar todos os seus gastos no papel, estabelecer as prioridades e definir quais são as condições financeiras que permitem a realização da viagem de intercâmbio. Definir metas em longo prazo ajuda a organizar melhor o orçamento. Lembre-se também de programar o pagamento das contas normais do mês durante o período de ausência.

    Analise bem os valores relacionados aos custos básicos com alimentação, produtos de conveniência, compras diversas, entre outros. Leve em conta seus gastos atuais antes da viagem, os gastos durante a viagem e os que você terá que realizar depois, para não ter surpresas quando você voltar.
Após pesquisar tudo direitinho, chegou a hora da parte prática: planejar o roteiro, organizar as contas, arrumar uma boa companhia (ou não) e aproveitar ao máximo essa viagem. Lembre-se de que o sucesso do intercâmbio também dependerá de seu esforço e dedicação pessoal. Boa viagem!
 
 


segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Ceia de Natal saudável e saborosa





A noite de Natal é para ser comemorada ao lado da família, com  festa, paz, alegria e muita confraternização e religiosidade. Dependendo do estilo das pessoas a festa pode ser simples, sofisticada, mas sempre com detalhes que dão aquele algo mais. Geralmente os avós é que comandam tudo, das orações à distribuição de presentes. Em muitas reuniões costumam acontecer cenas hilárias como a da família de fanáticos são-paulinos que encerram a festa cantando, ou melhor, berrando o hino do clube. Mas, a ceia precisa estar sempre impecável.
As frutas dão o toque nacional. As mais indicadas são o pêssego, o abacaxi e a pêra. Alimentos oleosos, como nozes e castanhas, podem ser consumidos em pequenas quantidades, picadas e misturadas à salada ou ao arroz.
Carnes: gordurosas como lombo, tender e pernil, também consumidas em excesso em muitos lugares do Brasil e do mundo, devem ser cortadas do cardápio. Para evitar o risco de doenças cardíacas, é preferível que sejam substituídas por carnes brancas como peito de peru, chester e frango.
Peixes: são muitos os benefícios. Escolha os de água profunda, como o salmão, a sardinha. o arenque e a truta, que possuem uma camada de gordura para manter a temperatura. Essa gordura benéfica é conhecida como Ômega 3 e contribui para a saúde das artérias e do coração.
Quanto a tradicional farofa que acompanha carnes e assados, deve ter maçã, abacaxi e banana além de frutas secas como uva, damasco e ameixa.
O arroz deve ser integral, rico em
fibras e proteínas.
Bebidas: os destilados devem ser substituídos por vinho que, além de conter menor teor alcoólico, possui boro e flavonoides, indicados para prevenir doenças do coração.
Agora, é só arrumar a mesa bem bonita com uma decoração natalina e receber a família e os amigos para comemorar o nascimento do Menino Jesus.
 

Fontes: http://blogs.jovempan.uol.com.br/melhoridade/ceia-de-natal-saudavel-e-saborosa/

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Entendendo mais sobre o AVC


 
O acidente vascular cerebral (AVC) é uma doença que se caracteriza pela interrupção da oxigenação do tecido cerebral de alguma área do cérebro, com consequente perda de determinadas funções a essa área relacionadas, representa uma das principais causas de morte no mundo e no Brasil. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), no mundo, cerca de 16 milhões de pessoas sofrem um AVC a cada ano, sendo que destas mais de 6 milhões acabam por falecer. No Brasil, a doença cerebrovascular representa a primeira causa de morte, totalizando cerca de 68 mil mortes por ano. Além do risco de morte, a doença provoca uma série de incapacidades e compromete, de forma bastante significativa, a qualidade de vida dos indivíduos acometidos. 

Existem dois tipos diferentes de acidente vascular cerebral. O mais comum deles é o AVC isquêmico, responsável por mais de 80% dos casos, e que se caracteriza pela interrupção da oxigenação do tecido cerebral em decorrência de uma obstrução ao fluxo sanguíneo, causada pela presença de um trombo (coágulo que se forma dentro do vaso sanguíneo daquela região cerebral) ou um êmbolo (coágulo que se desenvolve em outra região do organismo, se desprende, percorre a circulação sanguínea até obstruir um outro vaso). 

O segundo tipo é o AVC hemorrágico, responsável por cerca de 20% dos casos e que ocorre quando há extravasamento de sangue em um determinado território cerebral em consequência da ruptura de algum vaso sanguíneo. A região afetada deixa de ser oxigenada e passa também a sofrer os efeitos da compressão do tecido cerebral pelo sangue estravasado. 

Quais os fatores de risco?

No contexto das mudanças no panorama do envelhecimento populacional global, a relevância da doença se torna cada vez maior. A doença cerebrovascular tem como um dos principais fatores de risco o aumento da idade. O risco de ocorrência de um AVC aproximadamente dobra a cada década de vida após os 55 anos. Existem ainda outros fatores de risco que também não podem ser modificados, tais como os étnicos (neste caso a raça negra) e a existência de história familiar presente (avós, pais ou irmãos). 

Entretanto, são os fatores de risco modificáveis que, associados à idade, têm gerado grande impacto tanto na ocorrência quanto na evolução do acidente vascular cerebral. Hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, tabagismo, dislipidemia (alteração nos níveis de colesterol e triglicérides), arritmias cardíacas (dentre as quais a fibrilação atrial se destaca), obesidade, sedentarismo, dieta inadequada (rica em sal, gorduras saturadas, excessivamente calórica), doença arterial carotídea estão entre os principais fatores de risco passíveis de mudança e/ou tratamento. 

A hipertensão arterial sistêmica é o principal fator de risco para o AVC. De acordo com dados da OMS, em 2008 havia no mundo cerca de 1 bilhão de pessoas com hipertensão não controlada, sendo ela responsável por aproximadamente 50% dos casos de AVC isquêmico, aumentando também o risco para o AVC hemorrágico. 

O diabetes mellitus também se destaca entre os fatores de risco. A probabilidade de um evento cerebrovascular isquêmico é duas vezes maior em pacientes diabéticos. Outros importantes fatores de risco relacionados ao AVC isquêmico são as arritmias cardíacas, dentre as quais a fibrilação atrial assume maior relevância. Essa arritmia causa um risco aumentado de formação de coágulos no interior do coração, mais especificamente no atrio esquerdo, que podem percorrer a corrente sanguínea e ocluir um vaso arterial à distância. Na maioria destes casos é um vaso cerebral que é acometido. O AVC provodado pela fibrilação atrial é em geral mais grave, deixando sequelas mais importantes. 

Ainda como fator de risco bastante significativo está o tabagismo. As substâncias existentes no cigarro geram reações inflamatórias e lesões nas paredes dos vasos sanguíneos, favorecendo a formação das placas ateroscleróticas, que podem acabar por obstruir as artérias. 

Como é a manifestação de um AVC?

Reconhecer rapidamente os sinais de um acidente vascular cerebral e encaminhar o paciente para o tratamento o mais precocemente possível é a principal forma de se evitar quadros mais graves e sequelas mais significativas após a instalação da doença. Início súbito de sensação de dormência, fraqueza, dificuldade para movimentar a face, braços e/ou pernas em um lado do corpo são alguns dos sintomas frequentemente associados ao evento. Dificuldade na fala, alterações visuais, cefaleia e oscilações no nível de consciência são também manifestações comuns. 

O tratamento do AVC agudo objetiva manter a estabilidade clínica do paciente, protegendo as vias aéreas e a respiração, controlando a pressão arterial quando indicado, estabilizando quaisquer condições clínicas que possam agravar o quadro, além de identificar qual é o tipo de acidente vascular (isquêmico ou hemorrágico), com a finalidade de indicar o tratamento específico para cada tipo e definir a causa do evento. Após o controle da fase aguda, o tratamento das causas do acidente vascular é fundamental para prevenir novos episódios. 

Como prevenir?

Considerando ser a hipertensão arterial uma das principais causas de AVC, seu tratamento é imperativo. Deve-se tentar alcançar uma pressão arterial abaixo de 140 x 90 mmHg. Para isso, um grande arsenal de medicamentos anti-hipertensivos está disponível no mercado. 

Nos casos em que o mecanismo da doença envolve a existência de arritmias cardíacas, em especial a fibrilação atrial, o tratamento com medicações antiarrítmicas e anticoagulantes, que visam manter o coração num ritmo regular e impedir a formação de coágulos é de extrema importância. 

Outras medidas como o controle rigoroso do diabetes mellitus, das alterações do colesterol e triglicérides, a cessação do tabagismo e o controle alimentar são também fundamentais para a diminuição do risco de AVC. 

Sendo assim, manter um estilo de vida saudável, com uma dieta balanceada, sem excesso de sal e gorduras, com atividade física regular, livre do cigarro e do consumo excessivo de álcool, além da realização de acompanhamento médico regular, com tratamento das condições que coloquem o indivíduo sob risco de um AVC são as medidas mais eficazes de prevenção dessa doença tão comum e devastadora em todo o mundo.