sexta-feira, 11 de abril de 2014

Demência em Idosos




Em geral, as pessoas relacionam o termo demência com loucura, com perda da razão. Em se tratando de idosos, porém, a medicina se vale da palavra demência para definir quadros associados à perda das capacidades cognitivas, isto é, à perda das capacidades que genericamente chamamos de inteligência.

Os exemplos são muitos. Quem não ouviu falar do idoso que não se lembra do que acabou de fazer cinco minutos antes, não reconhece o filho querido e se atrapalha no caminho que o leva ao quarto de dormir? Esse comportamento pode ser resultado de alterações no campo cognitivo que afetou até a realização das atividades rotineiras.

No entanto, parece que certos distúrbios ligados ao envelhecimento – o idoso alienado que não reconhece mais ninguém, incapaz de cuidar de si mesmo ou de guardar pequenas informações –acometem número reduzido de indivíduos de mais idade e algumas medidas podem ser tomadas, se não para evitar, pelo menos para retardar a instalação desse processo doloroso.

OBJETIVO DAS PESQUISAS COM IDOSOS

Drauzio – Qual foi o objetivo desse trabalho de pesquisa que vocês realizaram com idosos?

Cássio Bottino – No Brasil, há poucos dados sobre a frequência de demência ou de transtornos cognitivos na população idosa em geral. Existe um estudo interessante realizado em Catanduva, interior de São Paulo, por um grupo do Serviço de Neurologia da Faculdade de Medicina. Especificamente na cidade de São Paulo e em Ribeirão Preto (SP), porém, não havia nenhum levantamento a respeito dessa questão.

Nossa pesquisa, portanto, teve como objetivo investigar com que frequência esse tipo de transtornos cognitivos ocorria a fim de entender um pouco mais nossa realidade, ou seja, quais fatores estariam associados aos transtornos cognitivos nessa faixa etária. Além disso, ela fornece elementos que podem auxiliar o Poder Público a programar melhor o serviço de saúde de assistência aos idosos.

SELEÇÃO DOS PARTICIPANTES



Drauzio – Que populações vocês estudaram?

Cássio Bottino – Uma das propostas da pesquisa era comparar a influência de realidades socioeconômicas diferentes no desenvolvimento de transtornos cognitivos. Nesse sentido, a cidade de São Paulo, com sua população bastante heterogênea, mostrou ser um dos lugares ideais para a avaliação.

O município de São Paulo está dividido em 96 subdistritos. De acordo com os dados fornecidos pelo IBGE, nós os classificamos em três grupos: com mais recursos, com menos recursos e os de nível intermediário. A seguir, elegemos um distrito representativo de cada grupo para selecionar os indivíduos idosos que seriam entrevistados e que foram escolhidos aleatoriamente em treze subdistritos.

Em Ribeirão Preto, outra cidade em que foi feita a pesquisa, a seleção obedeceu ao mesmo critério adotado em São Paulo. A cidade foi dividida em três regiões diferentes e os domicílios sorteados, porque os dados do IBGE são sigilosos e não tivemos acesso a eles.

Nas duas cidades, sorteados os endereços, os entrevistadores iam batendo de porta em porta até identificar as casas em que viviam idosos para convidá-los a participar da pesquisa.

Drauzio – Vocês consideraram idoso o indivíduo acima de quantos anos?

Cássio Bottino – Embora muitos estudos internacionais considerem idosos os indivíduos acima de 65 anos, convencionamos chamar de idosos os indivíduos com idade superior a 60 anos, porque, em nosso meio, é grande o número de pessoas na faixa entre 60 e 70 anos.

MÉTODO APLICADO

Drauzio – O idoso que concordava em participar da pesquisa era submetido a um questionário?

Cássio Bottino – O primeiro passo era aplicar um questionário sobre os antecedentes do idoso: doenças e hábitos de vida. Depois, eles eram submetidos a testes para avaliar-lhes a memória e a capacidade de concentração e atenção. Por fim, procurava-se entrevistar um familiar ou uma pessoa próxima que fornecesse informações sobre idoso.

Drauzio – Muitas vezes, a pessoa de idade não reconhece que tem problemas seriíssimos. Apesar de não gravar mais na memória nenhum acontecimento recente, acha que ela funciona muito bem.

Cássio Bottino – É muito comum o idoso achar que não tem nenhum problema. Por isso, a estratégia da pesquisa incluía também a entrevista com um familiar. Desse modo, com o intuito de assegurar a veracidade dos dados obtidos, recorríamos a duas fontes de informação para identificar possíveis casos de demência.

Drauzio – Baseando-se nas respostas ao questionário do idoso e do familiar e nos testes, vocês podiam diagnosticar com precisão déficits discretos de memória ou de cognição?

Cássio Bottino – Essa é uma questão importante. Por conta da própria estratégia da pesquisa, tínhamos grupos bem distintos. Em São Paulo, por exemplo, foram entrevistados 250 idosos analfabetos, 400 idosos com cerca de nove anos de escolaridade e um grupo grande entre os dois citados.

Como a escolaridade influencia muito o desempenho e os testes eram aplicados previamente, estabelecemos pontos de corte de acordo com a escolaridade do idoso entrevistado, embora a ideia fosse sempre incluir o maior número possível de pessoas.

Num teste de screening de campo como esse, a possibilidade de acertar gira em torno de 60%, isso quando o teste é muito bom. Portanto, é óbvio que os resultados obtidos no campo pesquisado não retratam a frequência real de demência na população estudada.

PREVALÊNCIA e SINTOMAS

Drauzio – Qual a prevalência de quadros demenciais encontrados nessa amostra populacional em que a média de idade era 71/ 72 anos mais ou menos?

Cássio Bottino – Na pesquisa de campo, em São Paulo, encontramos 16% dos idosos com suspeita de demência ou de transtorno cognitivo. Em Ribeirão Preto, a prevalência foi um pouco maior, 18,5%.

Depois dessa primeira fase realizada pelos entrevistadores, os suspeitos eram encaminhados ao Hospital das Clínicas de São Paulo e de Ribeirão, onde foram avaliados por um médico que tentou esclarecer o diagnóstico, diferenciando o quadro de demência do da depressão grave ou de outro tipo de problema que possa interferir com a cognição.

Drauzio – Nos quadros demenciais, quais foram os sintomas mais freqüentes encontrados nessa amostra?

Cássio Bottino – É óbvio que o instrumento utilizado determina um pouco os resultados. De qualquer modo, as alterações de memória, de atenção e de orientação foram as mais frequentes. Foi também interessante observar uma relação muito boa entre o resultado do teste aplicado no idoso e o relato familiar. Ouvir os parentes e os amigos preóximos provou ser uma estratégia bastante acurada para estabelecer uma visão do desempenho do idoso no dia a dia.

Drauzio – Quando um familiar acha que alguma coisa não vai bem com determinado idoso, geralmente não vai bem mesmo…

Cássio Bottino – Geralmente não vai bem. Por isso, a recomendação aos médicos que atendem idosos é procurar avaliar de forma objetiva o relato do familiar a respeito do desempenho do paciente no dia a dia, se é adequado, se está como sempre foi ou se mudou nos últimos tempos.

FATORES DE RISCO

Drauzio – Essa devastação que acontece na vida das pessoas e está associada à idade é uma coisa que assusta, especialmente aqueles que vão se aproximando da faixa etária em que as doenças são mais frequentes.  Sabemos de muitas coisas que podem ser feitas para nos proteger em relação à velhice. Não é que a gente faça, mas sabemos que é possível evitar problemas cardíacos se não fumarmos, se mantivermos uma dieta saudável, praticarmos exercícios físicos, etc. Em relação aos problemas de cognição, parece não haver muita defesa. O que pode ser feito para evitar a perda completa da memória, ou acabar a vida olhando para uma parede sem saber onde nos encontramos? No trabalho de vocês surge uma esperança muito grande de podermos exercer algum impacto na evolução desses casos? Gostaria de que você comentasse os resultados obtidos e em que grupo os pesquisadores encontraram mais quadros demenciais?

Cássio Bottino – Vou me referir mais aos resultados de São Paulo, pois já foram completamente analisados. Em Ribeirão Preto, a análise ainda não terminou.

Alguns dos resultados que obtivemos eram bastante esperados. Correspondem a fatores de risco bem estabelecidos na literatura.

Primeiro achado: ficou evidente que quadros demenciais ocorrem com mais frequência em pessoas com mais idade. Quanto mais velhas eram, mais distúrbios cognitivos apresentavam. Na faixa dos 90 anos, a suspeita de demência recaía praticamente sobre 50% dos indivíduos avaliados, uma porcentagem muito grande, portanto. É óbvio que nesse estudo, assim como em todos os estudos realizados seguindo os mesmos critérios, o número de indivíduos com mais de 90 anos era bem menor e essa é uma variável que precisa ser considerada.

Segundo achado: pessoas com baixa escolaridade correm risco maior de desenvolver quadros demenciais. O número de suspeitas de demências entre analfabetos foi bem maior do que entre os que tinham mais de nove anos de escolaridade. Isso reforça a hipótese de que, assim como acontece com os outros órgãos, a estimulação prévia faz com que as pessoas tenham uma reserva funcional do cérebro. Outro ponto importante é que, apesar de essa reserva ir diminuindo ao longo da vida, quanto mais a pessoa tiver acumulado, mais terá para perder. Mesmo quando a carga genética é grande e desfavorável, a estimulação cerebral anterior retarda o aparecimento de quadros demenciais.

Terceiro achado: quanto mais baixo o nível socioeconômico, maior o número de casos de demência. Para avaliar o nível socioeconômico, levamos em conta duas variáveis: a divisão em cinco classes (de A a E) e a localização geográfica dos subdistritos: Jardins Paulista e América (nível mais alto), Vila Sônia e Rio Pequeno (nível intermediário) e Brasilândia (nível inferior). O resultado obtido provavelmente está associado não só à escolaridade dos participantes, que varia conforme a região da residência, mas também a outros aspectos, como cuidados com a saúde e facilidade de acesso aos serviços de saúde mais frequente nas classes mais favorecidas.

Drauzio – Essa diferença entre os níveis socioeconômicos se mantém quando se isola o aspecto da escolaridade?

Cássio Bottino – Ainda não temos esse dado. No entanto, a primeira análise deixou evidente a relação entre nível socioeconômico e escolaridade, ou seja, pessoas com maior nível de escolaridade moram em bairros melhores. Esses dados sociodemográficos confirmaram algumas de nossas hipóteses e são importantes porque refletem uma realidade sobre a qual ainda não havia informações sistematizadas. A mesma avaliação feita em São Paulo está sendo feita em Ribeirão Preto e parece que os resultados serão parecidos.

ESTILO DE VIDA

Drauzio – E quanto aos fatores de risco ligados ao estilo de vida?

Cássio Bottino – Esse tema foi incluído no questionário em 2001, quando estávamos planejando o estudo e começaram a surgir os primeiros resultados de pesquisas realizadas na década de 1990, nos Estados Unidos e Europa, mostrando a associação entre hábitos de vida saudável e redução do risco de desenvolver demência.  Esse é um aspecto da pesquisa a respeito do qual temos muita curiosidade e que estamos começando a analisar.

Drauzio – Como você descreveria esses hábitos saudáveis?

Cássio Bottino – São considerados hábitos saudáveis as atividades intelectuais de maneira geral, por exemplo, jogos, leitura, visitas a museus e prática de atividade física.

Drauzio – Vamos começar pela importância da atividade física.

Cássio Bottino – Ficou claro que no grupo de idosos que não têm o hábito de praticar atividades físicas, o risco de transtorno cognitivo foi bem maior, praticamente o dobro, se comparado com o grupo que fazia caminhadas, mesmo caminhadas leves, jardinagem, etc.

Outro aspecto interessante refere-se aos idosos que mantêm uma ocupação, incluindo aí o trabalho voluntário. Nesse grupo, foram observados também menos casos de suspeita de demência.

Drauzio – Será que os idosos que estão trabalhando aos 80 anos conseguem fazê-lo porque não desenvolveram nenhum distúrbio importante de cognição ou será que não desenvolveram esse distúrbio, porque se mantiveram trabalhando? É possível caracterizar esse dado rigorosamente?

Cássio Bottino – Essa é uma questão que um estudo transversal como o nosso não consegue responder. Ele funciona como uma fotografia que reflete a situação dos idosos investigados num determinado momento. Para ter uma ideia mais conclusiva, é preciso fazer um seguimento dessa população durante dois ou três anos. Só assim será possível estabelecer uma medida mais fiel da associação entre hábitos e atividades e o aparecimento de casos de transtorno cognitivo.

No entanto, estudos recentes desse seguimento feitos em outros países mostram que a prática de exercícios físicos e principalmente a manutenção de atividade intelectual, como leitura e jogos, parecem constituir fator de proteção importante.

Drauzio – Que jogos são esses aos quais você se refere?

Cássio Bottino – Jogos de carta ou jogos de tabuleiro, como xadrez e damas, por exemplo. Num estudo feito em Chicago (USA), os pesquisadores observaram que a atividade intelectual era mais importante do que a atividade física em termos de proteção contra o aparecimento de demência no futuro.

Nosso estudo também mostrou que, além da atividade física e da ocupação, o hábito de ler, de jogar e mesmo de fazer palavras cruzadas diminuía o risco de comprometimento cognitivo.

Drauzio – Existe alguma diferença nos resultados quando os idosos vivem na companhia de famílias numerosas e quando vivem isolados?

Cássio Bottino – Esse é um dado que ainda estamos analisando. No entanto, já sabemos que nos viúvos, independentemente do sexo, é maior a frequência de comprometimento cognitivo. Vale mencionar que, na amostra populacional por nós analisada, havia mais ou menos 2/3 de mulheres e 1/3 de homens, dado que esperávamos encontrar e que se explica pelo fato de as mulheres viverem mais do que os homens.

Drauzio – A pesquisa revelou se esses distúrbios são mais frequentes entre os homens ou entre as mulheres?

Cássio Bottino – Nós observamos frequência um pouco maior entre as mulheres, mas não é uma diferença significativa. Essa discussão faz parte da literatura sobre o assunto. Alguns estudos já mostraram que o risco nas mulheres é maior, pelo menos quando se trata de algumas doenças como a Doença de Alzheimer.

Acredito que, no final da pesquisa, será possível identificar casos de demência provocados por problemas cerebrovasculares, degenerativos do tipo Alzheimer e se a variável sexo tem influência no aparecimento desses distúrbios.

CONCLUSÕES DA PESQUISA

Drauzio –Você poderia resumir a conclusão mais importante desse estudo?

Cássio Bottino – Esse estudo confirmou algumas das hipóteses que tínhamos, reproduziu achados de estudos feitos em outros países e mostrou que, em muitos aspectos, nossa realidade é semelhante à de outros lugares.

Em relação aos hábitos de vida, ficou evidente a importância da atividade intelectual como fator de proteção contra o desenvolvimento de quadros demenciais. Normalmente, os médicos recomendam que as pessoas mantenham a atividade física. Quem trabalha com idosos também insiste nesse ponto. No entanto, nosso estudo mostrou que é extremamente importante manter a atividade intelectual. Nesse sentido, já existe pelo menos um estudo de intervenção feito nos Estados Unidos com idosos normais que receberam treinamento cognitivo. Eles melhoraram a performance não só durante o treinamento, mas no ano seguinte também, além de terem manifestado menor risco de desenvolver demência.

Drauzio – Em que consiste o treinamento cognitivo?

Cássio Bottino – No estudo americano em questão, o treinamento cognitivo era realizado em sessões de 1 hora, duas vezes por semana, por profissionais treinados que sugeriam algumas tarefas e ensinavam estratégias para melhorar a concentração, por exemplo. Os resultados obtidos foram animadores.

Diante disso, cada vez fica mais evidente que manter a atividade intelectual para evitar o aparecimento de um quadro demencial grave no futuro é tão importante quanto recomendar a prática da atividade física para benefício da integridade do sistema cardiovascular.

fonte:http://drauziovarella.com.br/envelhecimento/demencia-em-idosos/

quarta-feira, 2 de abril de 2014

O calor para o idoso


Se o calor voltar, idoso deve ter cuidado. Em dias quentes atenção a saúde de ser redobrada. O
A aposentada Cacilda Barros cuida de suas casa, roupas, finanças e saúde
Quando se trata de relaxamento e boa alimentação, a aposentada Cacilda Barros, 74 anos, é mestre no assunto.
Independente (financeira e fisicamente, como gosta de dizer) e desfrutando de uma saúde de dar inveja à muita mulher mais jovem, Cacilda leva a vida devagar. “Já fui muito ativa nos tempos de juventude. Trabalhei, cuidei de filhos e netos, e agora desfruto os resultados de uma vida bem vivida”, conta.
Nesta época do ano, de clima quente, dona Cacilda redobra os cuidados com alimentação leve, muito liquido e roupas frescas – os idosos precisam de atenção nos dias quentes, segundo o geriatra Marco Antonio Brunello Guerra da Cunha. Os cuidados atingem até a pele, fragilizadas pelo tempo.
Mas para quem está de bem com a vida, como o caso de dona Cacilda, com um bom controle, dá para ter uma vida bastante ativa no calor.

“Gosto muito de cuidar da minha casa, de ajudar meu filho a fazer suas encomendas (ele fabrica salgados caseiros), e de fazer minha própria comida. Como está muito quente, prefiro comidas leves e grãos, assim como recomendou meu médico”, diz.
Para suas caminhadas diárias, ela também segue a risca as orientações clínicas. “Saio bem de manhãzinha, para não pegar o sol forte e uso bastante protetor solar e chapéu, além de carregar minha garrafa de água, onde quer que eu vá”,

Para o filho Juvenal Antônio Barros, 56, a mãe é um exemplo. “Ela sempre teve boa saúde e isso é uma ótima notícia para os descendentes”, comemora os traços genéticos.
Remédios
Uma tendência que paira sobre a terceira idade é o hábito de deixar de lado o tratamento quando se sente melhor. De acordo com especialistas, esse é um grande erro, pois pode agravar doenças, e limitar a autonomia do idoso. O conselho é  não importa se faz sol ou chuva, se está na praia, na piscina ou em casa: nunca deixe de lado sua medicação, só assim sua segurança e qualidade de vida estará garantida.

nesta data o mundo terá mais de 2 bilhões de idosos, de acordo com a Organização Mundial da Saúde.
No verão é preciso relaxar e dobrar a atenção à saúde.

Perguntas Freqüentes
Quais os cuidados para idosos no verão? 
A pele na terceira idade é uma parte muito frágil do corpo e o aumento de pernilongos pode representar um perigo para eles, pois, ao coçar a pele, corre-se o risco de machucar e a recuperação é lenta.
Como deve ser a frequência de consultas nesta época?
Não é preciso aumentar as visitas ao médico, mas é necessário atentar-se para que, a qualquer sinal de desidratação ou febre, o especialista deve ser consultado.
Como perceber que algum problema está ocorrendo?
Um sintoma frequente é a diminuição do fluxo urinário, que é sinal de desidratação.

Como estes problemas podem ser evitados?
Aferir a pressão arterial e controlar o diabetes são atitudes que fazem toda a diferença para a boa saúde dos idosos.

Aumente a disposição e as vitaminas nos dias quentes

De acordo com o médico geriatra Marco Antonio Brunello Guerra da Cunha, dias quentes são necessários para a saúde na terceira idade, basta saber dosar. “Ao evitar o sol entre 10h e 16h, o idoso fica com a melhor parte do verão, que é garantir a produção de vitamina D, fundamental para o corpo humano”, afirma.
Para Brunello, aproveitar a manhã para se exercitar e socializar podem garantir um dia mais confortável. “Com exercícios e boas conversas a disposição aumenta, o sono melhora e o coração fica mais tranquilo”, recomenda.
Outra dica do médico é com relação à alimentação.
 “O idoso deve se atentar para os alimentos que está consumindo, evitando fritura, embutidos e enlatados (estes contém muito sódio e podem alterar o fluxo urinário). Para melhorar o dia a dia, prefira alimentos frescos, cozidos, carne branca à vermelha e muita fruta”.
Para garantir uma boa noite de sono, Brunello faz uma ressalva. “Como o sistema digestivo fica mais lento a noite, o ideal é escolher uma dieta líquida para o período, como uma sopa, por exemplo. As roupas também são peças chave para um conforto noturno e devem ser leves e soltas. Isto somado a um ambiente bem ventilado vão garantir bons sonhos e um ótimo dia, por consequência”, indica.
Fonte; http://www.redebomdia.com.br/noticia/detalhe/64401/Se+o+calor+voltar,+idoso+deve+ter+cuidado



quarta-feira, 19 de março de 2014

Os déficits de visão e de audição em idosos


 Os déficits de visão e de audição  em idosos

VISÃO
A visão sofre alterações, o que leva a maioria dos idosos à necessidade de usar óculos para enxergar coisas de perto. Existem alterações importantes como, por exemplo, dificuldade para distinguir as cores e a profundidade dos objetos, contribuindo assim para possíveis quedas ao chão.
Algumas doenças dos olhos são mais freqüentes em idades mais avançadas, como o glaucoma e a catarata. São doenças crônicas que podem levar à cegueira, se não forem tratadas a tempo. Todo o cuidado, então, já que não sentem nada na visão por um bom tempo. Por esta razão, o idoso deve ir ao oftalmologista, anualmente. Importante salientar que não há contra-indicação para a cirurgia de catarata, por causa da idade. Em qualquer etapa da vida, mesmo com mais de 90 anos, a pessoa pode se beneficiar com este tipo de cirurgia. Somente a presença de doenças e não a idade pode contra-indicar as cirurgias oftalmológicas.
  • •             CATARATA: embaçamento do cristalino, provocado pela idade, reduzindo a visão periférica, principalmente na parte da noite.
  • •             GLAUCOMA: pressão aumentada do globo ocular, que se não tratada pode afetar o nervo óptico, causando a cegueira.

AUDIÇÃO
A audição pode estar reduzida em aproximadamente 30% dos idosos. Essa alteração, na maioria das vezes, ocorre em razão do envelhecimento do sistema auditivo. Quando existe mais de duas pessoas ou se a televisão estiver ligada, o idoso estando presente pode não ouvir direito o que se está falando, mesmo sendo saudável. Outra causa relativamente fácil de ser diagnosticada e tratada é o acúmulo de cera dentro dos ouvidos. Se há dificuldade de audição, nem sempre adianta gritar. O idoso tem dificuldade de ouvir sons muito agudos e vozes muito finas.
A seguir, daremos algumas dicas para orientar os cuidadores e os idosos, em relação a perda auditiva:
·         •Verificar se há cera acumulada e providenciar a sua retirada por profissional médico competente. Não retirar com cotonete ou qualquer outro objeto, pois pode empurrar ainda mais o cerume para dentro do ouvido.
·         •Não gritar ao tentar se comunicar com o idoso, fique diante dele evitando muitos ruídos ou muita gente falando, de modo que ele possa entender as expressões de seu rosto e ler seus lábios.
·         •Lembrar que existem outras alterações menos comuns que também afetam a audição, como os tumores e a infecções. Por isto, é necessário levar o idoso ao otorrinolaringologista (médico especialista em ouvido, nariz e garganta), sempre que houver perda de audição.
•            
Em relação ao idoso com demência, lembrar que:
·         O cuidador deve permanecer sempre tranqüilo e falar de um modo gentil e amigável. Comunicar com frases curtas e simples, enfocando uma idéia ou uma opinião de cada vez. Dê tempo para o idoso entender o que lhe é dito.
·         Deve-se falar claro e lentamente, sem elevar a voz. Se for necessário, pode-se repetir palavras que expressam o mesmo sentido. Exemplo: tomar banho, lavar o corpo, entrar no chuveiro… Ao dizer nome, dê-lhe uma orientação: “Maria, sua filha!”, “João, seu vizinho!”
·         Procurar não discutir ou convencer o idoso, não partindo para conversas mais complexas, de difícil entendimento. Fale com simplicidade!

Fonte: http://www.cuidardeidosos.com.br/os-deficits-de-visao-e-audicao/#sthash.2HPsmj0F.dpuf


quarta-feira, 12 de março de 2014

Ler Preserva a Memória







Cultivar o hábito de ler e escrever regularmente pode contribuir para preservar a memória por mais tempo. Estudo feito por pesquisadores do Centro Médico da Universidade Rush, de Chicago, com 294 idosos indica que se dedicar a esse tipo de atividade reduz a velocidade do processo de deterioração mental (Neurology, 3 de julho).
Essas práticas saudáveis podem diminuir até 15% o ritmo de progressão da perda da memória. ”Nosso estudo mostra que adotar atividades que estimulam o cérebro ao longo da vida, desde a infância até a idade avançada, é importante para manter a saúde mental na velhice”, diz Robert S. Wilson, principal autor do trabalho.
 Não abandonar esse estilo de vida com o passar dos anos também se mostrou importante. O declínio cerebral entre os idosos que liam ou escreviam com frequência ainda na velhice ocorreu em um ritmo 32% mais lento do que entre os que faziam isso com uma constância menor. Os velhos que quase nunca se dedicavam a essas atividades apresentaram uma velocidade de deterioração mental 48% maior do que os que liam e escreviam esporadicamente.
Os pesquisadores acompanharam os participantes do estudo durante cerca de seis anos, até o momento de sua morte, em média aos 89 anos. Anualmente, submeteram os idosos a testes de memória e cognição e os entrevistaram sobre seus hábitos de leitura ao longo da vida. Fizeram ainda uma autópsia no cérebro dos velhos para determinar a incidência de lesões e placas associadas a demências.


Fonte:http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/07/12/ler-preserva-a-memoria/

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Cuidando de idosos com Alzheimer




A doença de Alzheimer causa comprometimento na capacidade funcional dos idosos, aumentando a demanda por cuidados. Este trabalho teve por objetivo compreender o processo de vivenciar o cuidado a idosos demenciados. Trata-se de um estudo descritivo e transversal, realizado de agosto-2005 a agosto-2006. Foram realizadas entrevistas domiciliárias com cuidadores familiares de idosos demenciados (N=14), usuários de uma unidade saúde escola. Os dados foram analisados segundo o modelo de Análise de Conteúdo- Análise Temática de Bardin. Os resultados mostram que o início da doença é, para a maioria dos cuidadores, confundido com o próprio processo de envelhecimento. Com a evolução da doença, aumenta a dependência dos idosos. As alterações de comportamento por parte do idoso causam grande impacto emocional nos cuidadores. Vivenciar a situação de cuidar de um idoso com Alzheimer é uma experiência que depende da fase da doença, da rede de suporte familiar e da história de cada família.

Trata-se de um estudo descritivo de abordagem qualitativa, realizado entre agosto de 2005 a agosto de 2006.
Participaram do estudo 14 cuidadores familiares de idosos com diagnóstico provável de Doença de Alzheimer, usuários de uma Unidade de Saúde Escola de um município do interior do Estado de São Paulo. A maioria do gênero feminino (86%), com idade entre 39 e 80 anos e sem alterações cognitivas segundo um teste de rastreamento (Mini Exame do Estado Mental - MEEM).
Para a coleta de dados foram realizadas entrevistas nos domicílios dos cuidadores, após agendamento prévio. Duas questões nortearam as entrevistas: 1- Como tem sido para você vivenciar a situação de demência na família? 2-Quais os cuidados que você precisa realizar para o idoso no desempenho de suas atividades de vida diária?
As entrevistas foram realizadas tendo em vista os preceitos éticos que regem pesquisas com seres humanos, sendo que a coleta de dados teve início após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição (Parecer CAAE 047/2006). Os cuidadores foram esclarecidos do objetivo da investigação e concordaram em participar assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
Na coleta de dados foi utilizado gravador e os dados foram transcritos posteriormente. Os dados foram codificados e agrupados em categorias, seguindo o modelo de Análise de Conteúdo, modalidade Análise Temática, proposto por Bardin.



Vivenciar o cuidado ao idoso com Alzheimer é um processo longo e que se diferencia em cada fase da doença. No início ela é, para a maioria dos cuidadores familiares, confundida com o próprio processo de envelhecimento. As alterações de memória vão se tornando cada vez mais evidentes. A família passa a perceber que se trata de um processo crônico, degenerativo e que tende a piorar. Na fase intermediária da doença, as alterações de comportamento apresentadas pelos idosos causam grande impacto emocional aos cuidadores.
Com a evolução do quadro, aumenta a dificuldade no desempenho das atividades de vida diária, e aumenta consequentemente a dependência dos idosos. Os entrevistados refletem sobre o processo de vivenciar o papel de cuidador que se soma a outros papéis que desempenha junto à família e sentem falta de apoio familiar. Assim, das análises das entrevistas foram apreendidas três categorias:
Categoria 1-Descobrindo a doença;
Categoria 2-Vivenciando as fases da doença e
Categoria 3- Vivenciando o papel de cuidador.

As entrevistas permitiram compreender o processo de vivenciar o cuidado a idosos demenciados na visão do cuidador familiar de idosos com Alzheimer.

Os resultados mostram que para os entrevistados os primeiros sintomas da doença geralmente são confundidos com o próprio processo de envelhecimento.

A evolução da doença de Alzheimer acarreta a perda de autonomia e independência, as quais se constituem uma geradora de grande dependência dos idosos e sofrimento e sobrecarga para familiares e particularmente aos cuidadores. As alterações do comportamento por parte do idoso causam grandes dificuldades para os cuidadores entrevistados. Os familiares passam a enfrentar situações com as quais ainda precisam aprender a lidar. Novas identidades, novos papéis, novas situações passam a ser vivenciadas pelos cuidadores e pelos idosos. Ambos parecem precisar reaprender a viver neste novo cenário. Os resultados são semelhantes a outros estudos brasileiros que caracterizam os cuidadores de idosos com demência e avaliam o impacto da tarefa de cuidar.

Cuidar de idosos com demência depende da fase da doença, da qualidade da rede de suporte familiar, da história de vida de cada família e da forma como cada família enfrenta a situação. É, sem dúvida, uma experiência muito pessoal. Compreender como os cuidadores vivenciam esta experiência pode ajudar profissionais da saúde no planejamento de programas de orientação aos cuidadores.

Os cuidadores entrevistados apontam ainda, a necessidade de uma rede de apoio familiar e de suporte social. Não se trata de um único cuidador, mas de várias pessoas auxiliando em diferentes tipos de cuidado. Instrumentos que avaliam a rede de apoio familiar aos idosos podem ajudar a compreender a estrutura que estas famílias dispõem.
Investigações sobre o uso do genograma e do ecomapa, por exemplo, com familiares de idosos demenciados poderiam trazer resultados importantes para o planejamento do cuidado ao idoso e para auxiliar nos programas de orientação aos cuidadores.  
No contexto brasileiro, muitas perguntas ainda precisam ser respondidas na temática cuidando do idoso com Alzheimer.

Fonte:  http://www.fen.ufg.br/revista/v10/n3/v10n3a04.htm

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Exercícios na Terceira Idade


A expectativa de vida está aumentando em todo o mundo, e já existem provas de que o ser humano pode viver até os 120 anos de idade. Mas, sem dúvida nenhuma, o importante é que se chegue lá com boa qualidade de vida. Muito importante, também, é a forma como chegamos aos sessenta, como cuidamos do nosso corpo até então.

Exercícios regulares, realizados periodicamente e bem orientados, nos ajudam a manter uma boa qualidade de vida, diminuindo a chance de morte por problemas cardiovasculares e por outras patologias, também. Ajudam-nos a manter a auto-estima e o bem-estar físico e mental, garantindo uma vida mais feliz e produtiva. Aumentam e mantêm a resistência e a força muscular para atividades comuns do dia-a-dia, quando o processo natural, com o passar dos anos, seria a sua diminuição ou perda.

Exercícios x Metabolismo

A partir dos 40 anos, geralmente, nosso metabolismo começa a declinar, havendo uma tendência à perda de massa óssea ( osteopenia/osteoporose ) e ao aumento de gordura corporal. Através de um programa de exercício mantemos boa porcentagem de gordura corporal, combatendo a obesidade e evitando, ou retardando, o surgimento do diabetes da maturidade ( ou tipo II ).
Exercícios adequados possibilitam a redução da perda da massa óssea e, em alguns casos, a recuperação da mesma, com menor risco de sintomas ou fraturas. Os músculos e ossos voltam a ser fortes, eliminando os riscos de quedas fáceis e de fraturas de fêmur e de quadril, tão temidas após os sessenta anos.
Portadores de patologias as mais variadas, não só do sistema cardiovascular, beneficiam-se da prática regular de exercícios físicos, podendo haver, até, redução no uso de medicamentos. 
Exemplos disso são:

  • Alguns hipertensos, que diminuem, ou suspendem, o uso de algumas drogas;
  •  A depressão é menos freqüente e menos intensa naqueles que praticam atividade física regular, principalmente quando em grupo de pessoas com idade, ou patologias, semelhantes, onde ocorre uma intensa socialização e o surgimento de novos interesses e amizades.

Avaliação Clínica

Mas, não devemos esquecer um aspecto muito importante: avaliação médica com clínico, cardiologista ou especialista em medicina do esporte/exercício, antes de iniciar um programa de condicionamento ou reabilitação. Se necessário, exames serão solicitados e, somente então, seu médico e você decidirão sobre um programa de exercícios a ser seguido.


Algumas dicas úteis, que servem para qualquer idade:

  •   Escolha o seu horário, aquele em que você se sente melhor fazendo exercícios; aquele que melhor se encaixa no seu ritmo de vida, hora de acordar, dormir, comer, de tomar medicação, etc., não esquecendo de evitar as horas mais quentes do dia;
  •   Inicie devagar, aumentando a intensidade gradualmente; não faça muito, muito cedo, principalmente se você estava inativo ultimamente; você pode iniciar fazendo pequenos períodos de exercício 2 a 3 vezes durante o dia, até seu condicionamento melhorar e conseguir fazê-lo sem interrupção;
  • Realizar exercícios aeróbicos, aqueles que podemos manter por, pelo menos, vinte minutos sem ficarmos ofegantes ou fatigados;
  •    Natação, hidroginástica, caminhar (ruas, praças, esteira rolante ), pedalar em locais seguros, ou bicicletas estacionárias, são bons exemplos;
  • Escolha um lugar aprazível, que lhe traga o máximo possível de satisfação e segurança e o mínimo de poluição de qualquer natureza;
  •  Se tiver companhia, procure manter um bom astral e conversa sobre assuntos agradáveis;
  •   Pratique seus exercícios entre 3 e 5 vezes por semana, por, no mínimo, 20 minutos;
  •  Hidrate-se bem, antes, durante e depois, usando roupas e calçados apropriados para o local e horário escolhidos;
  • Alongue-se, antes e depois de sua seção de exercícios; se o clima estiver frio, faça primeiro um aquecimento leve para então alongar-se, evitando, assim, lesões musculares.

Fonte:  http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?727



Cuidados Com a Alimentação Na Terceira Idade.




A terceira idade inicia-se em torno dos 65 anos de idade, mas muitos fatores influenciam na velocidade e intensidade do processo de envelhecimento de cada um. Dentre estes podemos citar a alimentação, o meio ambiente, estilo de vida, o hábito de fumar, a alimentação, a prática de atividade física, a depressão, o stress, etc.
A escolha de alimentos e os hábitos alimentares dos idosos são afetados não apenas pela preferência, mas também pelas transformações que acompanham a experiência de envelhecer em nossa sociedade. Se as pessoas vivem sós, com familiares ou em instituições, tudo isso afeta o que elas comem.
Exemplos de mudanças físicas provocadas pelo envelhecimento que afetam a nutrição:

• Trato digestório: Os intestinos perdem força muscular, o que resulta em  mobilidade retardada levando a constipação. Inflamação do estômago, crescimento bacteriano anormal e grande redução do débito de ácido prejudicam a digestão e absorção. As dores podem causar recusa de alimentos ou ingestão reduzida.

• Composição corporal: Perda de peso e declínio da massa corporal magra leva a necessidades diminuídas de calorias. Pode ser evitável ou reversível com a prática de atividades físicas.

• Órgãos sensitivos: A diminuição dos sentidos do olfato e paladar pode reduzir o apetite; visão diminuída pode dificultar a compra e a preparação dos alimentos.

• Hormônios: Por exemplo, o pâncreas secreta menos insulina, e as células tornam- se menos responsivas, causando metabolismo anormal de glicose. É preciso cuidado para desenvolver um caso de diabetes.

O alimento é fundamental para a manutenção de todos os nossos processos vitais. Ele nos fornece a energia necessária para a manutenção destes processos. Uma dieta adequada é aquela que assegura a ingestão equilibrada de todos os nutrientes, ou seja: as proteínas, as gorduras, as vitaminas, os sais minerais, as fibras e também água.
Todo alimento possui vários nutrientes e estes nutrientes exercem diferentes funções no organismo. Portanto os alimentos são classificados em grupos de acordo com a quantidade de nutrientes que possuem, e a função que exercem.

Então foi feita uma divisão em três tipos de alimentos que só importantes para o nosso corpo. As funções dos alimentos são classificadas em: energética, construtora e reguladora.


 Função Energética

Uma das funções dos alimentos é a de fornecer energia que funciona como combustível para exercermos as mais diversas atividades (andar, falar, respirar, para o coração bater, etc.) Portanto os alimentos que mais fornecem energia são os que possuem quantidades elevadas de carboidratos e gorduras.

Alimentos Energéticos:

Fontes de carboidratos: arroz, milho, centeio, pão, macarrão, batata, aveia, cará, inhame, açúcares, doces, mel, geléia, cevada trigo, aveia, etc.
Fontes de gorduras: creme de leite, amêndoas, amendoim, banha, bacon, manteiga, margarina, etc.
Estes alimentos devem ser consumidos moderadamente, devido o seu consumo excessivo estar associado a incidências de obesidade, dislipidemias e hipertensão arterial. É importante ressaltar que a ingestão de alimentos ricos em gordura auxilia na absorção das vitaminas lipossolúveis.

Função Construtora

É a de fornecer “material” para construção e manutenção das diferentes partes do corpo e a reparação dos tecidos que são perdidos com maior freqüência, através de descamações, suor, cicatrizações, dentre outros. Os alimentos que exercem esta função são fontes de proteínas. As proteínas e que são responsáveis pela formação dos anticorpos (protege contra as doenças), e de todos os órgãos do nosso corpo.

Alimentos Construtores:

Fontes de proteínas: ovos, feijão, ervilha, lentilha, soja, grão de bico, leite iogurte, coalhado, carne, etc.
O consumo de leite e derivados torna-se ainda mais importante na terceira idade devido os ossos ficarem mais fracos e são de difícil cicatrização.

Função Reguladora

Regular as funções do organismo, ou seja, facilitar a digestão e absorção dos nutrientes. Fortalecer o sistema imunológico, permitir o bom funcionamento intestinal, proteger a visão, pele e dentes.
Os alimentos reguladores são fontes de vitaminas, minerais e fibras.

Alimentos Reguladores:

Fontes de vitaminas, minerais e fibras: pepino, berinjela, abobrinha, chuchu, cenoura, limão, laranja, goiaba, manga, caju, morango, mexerica, almeirão, acelga, brócolis, escarola, mostarda, salsa, couve e cereais integrais.

Dicas para o idoso ter uma alimentação saudável

•Planejar as refeições diárias. Faça um cardápio bem variado;
•Higienizar sempre as mãos antes das refeições;
•Se possível fazer as refeições em companhia de outras pessoas;
•Não ficar preso às regras de etiqueta;
•Comer devagar, mastigando bem os alimentos;
•Cortar os alimentos em pedaços pequenos, moer, ralar, desfiar ou alterar sua textura;
•Tomar líquidos devagar, gole por gole;
•Variar alimentos e forma de prepará-los;
•Utilizar com moderação óleos vegetais para preparar as refeições;
•Não cozinhar com gordura animal (banha, toucinho);
•Reduzir o consumo de açúcar e sal. Retirar o saleiro da mesa;
•Incentivar o consumo de frutas e hortaliças. Usar leite e derivados desnatados, pães integrais, arroz integral;
•Comer de 3 em 3 horas;
•Dar preferência à água e sucos naturais. Evitar refrigerante;
•Usar com moderação alimentos ricos em cafeína (café, chocolate, chás,etc.);
•Não substituir refeições por guloseimas e lanches;
•Ingerir diariamente um produto pro biótico (leite fermentado, iogurtes,etc.);
•Manter o peso dentro dos limites saudáveis
•Praticar atividade física após orientação com um profissional.

Fonte:  http://www.nutricio.com.br/alimentacao-idosos.htm