A síndrome do ombro congelado (Capsulite adesiva, Capsulite
retrátil), trata-se de um processo localizado à cápsula articular gleno-umeral
que evolui da inflamação para retrações e aderências capsulares.
Clinicamente caracteriza-se por dor e limitações da
mobilidade ativa e passiva em todas as direções, com ausência de alterações
radiológicas. Estas alterações são reversíveis conservadoramente e em casos
mais severos, fazem-se necessários desbloqueios via artroscopia.
Atinge pessoas entre 50 e 70 anos com maior incidência em
mulheres.
Evolui em 3 fases:
Fase Dolorosa: (De 2 a 4 meses) - Dor de início insidioso
e agravamento gradual.
Fase de Rigidez: (De 4 a 12 meses) - Dor estável e perda
progressiva da mobilidade.
Fase de "Degelo": perda da ADM
Objetivos da reabilitação:
Promover analgesia da região do ombro;
Reduzir inflamação;
Promover relaxamento da musculatura de cintura escapular,
ombro e braço;
Ganhar e manter amplitude de movimento de todo o ombro;
Fortalecer músculos do ombro, braço e cintura escapular;
Melhorar sincronismo de a biomecânica articular das
articulações gleno-umeral, acrômio clavicular e escapulo torácica;
Reeducar e estimular a propriocepção do ombro e cintura
escapular.
Tratamento:
Visando um tratamento mais eficaz, faz-se necessário
observar a causa primária do ombro congelado, e a partir daí fazemos um plano
de reabilitação específico, incluindo técnicas de mobilização intra-articular,
alongamento dos músculos da cintura escapular e cápsula articular, crioterápica
em casos de inflamação, hidroterapia, tens, ondas curtas sobre o ombro e
orientações ao paciente sobre exercícios para a manutenção do ombro.