Quando parece que o
corpo não aguenta mais os esforços de atividades cotidianas, nada melhor que
revigorá-lo com atividades físicas regulares.
A prática do exercício físico na terceira
idade pode retardar o aparecimento de complicações e trazer vários benefícios. Diminui
o risco cardiovascular, aumenta a massa muscular e a óssea, melhora
a coordenação, a flexibilidade, a força muscular, assim como a atenção, o
equilíbrio e a conscientização corporal.
Não é somente o corpo que agradece. Também do
ponto de vista psicológico a atividade física traz grandes benefícios.
Associada à socialização, pode ajudar no equilíbrio do humor, diminuir a
ansiedade e até atuar como coadjuvante em alguns casos de depressão leve.
Devagar se vai longe
Antes de tudo, porém, é preciso consultar um
médico especialista na área (médico do esporte, cardiologista, geriatra ou fisiatra). Esses especialistas avaliam as condições
físicas da pessoa e prescrevem os exercícios mais adequados. São analisados
também os diferentes componentes da aptidão física: condicionamento
cardiorrespiratório, resistência e força muscular, flexibilidade e composição
corporal, que inclui as proporções de massa magra (músculos) e massa gorda (gorduras) do corpo. Isso assegura a realização dos exercícios em uma faixa de segurança e, desse
modo, a manutenção da mobilidade, da agilidade e da força muscular, prolongando
a independência do idoso.
O aquecimento é
uma fase importante, pois diminui os riscos de lesões e aumenta o fluxo
sanguíneo para a musculatura esquelética.
Os exercícios aeróbicos de baixa ou moderada intensidade e impacto, como caminhada e hidroginástica, em geral são os mais indicados para quem quer fazer apenas um condicionamento. O ideal é intercalares exercícios aeróbicos, que melhoram o condicionamento cardiovascular, com exercícios resistidos com carga de moderada intensidade para ganhar força e resistência. Estes devem respeitar intervalos entre 24 e 48 horas.
O recomendado é realizar 30 minutos de
atividade física na maioria dos dias da semana, em intensidade moderada e de
forma contínua ou acumulada. Ou então praticá-los no mínimo três vezes por semana
por 1 hora. Caso a pessoa seja sedentária, deve começar fazendo exercícios duas
vezes por semana, alternando com caminhada. O objetivo é ir aumentando ambos
progressivamente.
Aprender a alongar-se adequadamente é outro
fator essencial para melhorar a qualidade de vida.
Limitações monitoradas
Caso o idoso necessite de fisioterapia, terá
a pressão monitorada e será estabelecido um limite de frequência cardíaca,
determinado após avaliação com testes específicos. Todos os objetivos são
individuais e devem ser informados ao paciente, para que conheça o próprio
corpo e aprenda a respeitá-lo. Afinal, como afirma a fisioterapeuta Telma,
“praticar qualquer atividade física com segurança é ser capaz de reconhecer os
limites e quando algo está errado”.
O mais comum é repetir de oito a dez vezes as
séries de exercícios, com 1 ou 2 minutos de descanso entre uma e outra, para
que o músculo recupere a atividade metabólica e a frequência cardíaca volte a
patamares seguros. E cabe ao
especialista que acompanha o idoso informar ao médico qualquer alteração em seu
quadro.