terça-feira, 26 de agosto de 2014

COLESTEROL: FIQUE DE OLHO




No Dia Nacional de Combate ao Colesterol, marcado por várias ações ontem em todo país, o Brasil exibe um triste record. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a cada ano registram-se 320 mil mortes em decorrência de doenças  cardiovasculares e 77 milhões de pessoas com dislipidemia (alta taxa de colesterol).
Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, divulgada em abril de 2012, o número de brasileiros com sobrepeso e que sofrem de obesidade aumentou nos últimos seis anos. De 42,7%, em 2006, para 48,5%, em 2011. No mesmo período, o percentual de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.
Para Carlos Alberto Machado da SBC, é preciso sensibilizar a população para a realização de exames para dosagem de colesterol. Taxas de colesterol total acima de 200 mg/dl, ou LDL (colesterol ruim) acima de 100 mg/dl e HDL (colesterol bom) abaixo de 40 mg/dl, alertam para complicações a médio prazo.
O colesterol está presente em nossas células, participa na produção de vitamina D e também de hormônios. A maior parte (cerca de 70%) é produzida pelo fígado e o restante vem da ingestão de alimentos. Porém, quando em excesso no sangue pode desencadear  problemas cardiovasculares.  Existem dois tipos de colesterol. O HDL, colesterol bom, reduz o risco de acúmulo de gordura nas artérias. O LDL, colesterol ruim, deposita gordura nas artérias e dificulta o fluxo sanguíneo.
Para manter o colesterol sob controle, substitua alimentos com gorduras saturadas (manteiga, carne vermelha, creme de leite) por outros ricos em gorduras insaturadas (sementes, azeite de oliva); troque carnes vermelhas por carne branca e peixes, garanta consumo diário de alimentos ricos em fibra (frutas, verduras e legumes) e realize atividade física regular.

Fonte: Site r7.com.br

Exercícios na Terceira Idade




Quando parece que o corpo não aguenta mais os esforços de atividades cotidianas, nada melhor que revigorá-lo com atividades físicas regulares.


A prática do exercício físico na terceira idade pode retardar o aparecimento de complicações e trazer vários benefícios. Diminui o risco cardiovascular, aumenta a massa muscular e a óssea, melhora a coordenação, a flexibilidade, a força muscular, assim como a atenção, o equilíbrio e a conscientização corporal.
Não é somente o corpo que agradece. Também do ponto de vista psicológico a atividade física traz grandes benefícios. Associada à socialização, pode ajudar no equilíbrio do humor, diminuir a ansiedade e até atuar como coadjuvante em alguns casos de depressão leve.

Devagar se vai longe
Antes de tudo, porém, é preciso consultar um médico especialista na área (médico do esporte, cardiologista, geriatra ou fisiatra). Esses especialistas avaliam as condições físicas da pessoa e prescrevem os exercícios mais adequados. São analisados também os diferentes componentes da aptidão física: condicionamento cardiorrespiratório, resistência e força muscular, flexibilidade e composição corporal, que inclui as proporções de massa magra (músculos) e massa gorda (gorduras) do corpo. Isso assegura a realização dos exercícios em uma faixa de segurança e, desse modo, a manutenção da mobilidade, da agilidade e da força muscular, prolongando a independência do idoso.

O aquecimento é uma fase importante, pois diminui os riscos de lesões e aumenta o fluxo sanguíneo para a musculatura esquelética.

Os exercícios aeróbicos de baixa ou moderada intensidade e impacto, como caminhada e hidroginástica, em geral são os mais indicados para quem quer fazer apenas um condicionamento. O ideal é intercalares exercícios aeróbicos, que melhoram o condicionamento cardiovascular, com exercícios resistidos com carga de moderada intensidade para ganhar força e resistência. Estes devem respeitar intervalos entre 24 e 48 horas.
O recomendado é realizar 30 minutos de atividade física na maioria dos dias da semana, em intensidade moderada e de forma contínua ou acumulada. Ou então praticá-los no mínimo três vezes por semana por 1 hora. Caso a pessoa seja sedentária, deve começar fazendo exercícios duas vezes por semana, alternando com caminhada. O objetivo é ir aumentando ambos progressivamente.
Aprender a alongar-se adequadamente é outro fator essencial para melhorar a qualidade de vida.

Limitações monitoradas
Caso o idoso necessite de fisioterapia, terá a pressão monitorada e será estabelecido um limite de frequência cardíaca, determinado após avaliação com testes específicos. Todos os objetivos são individuais e devem ser informados ao paciente, para que conheça o próprio corpo e aprenda a respeitá-lo. Afinal, como afirma a fisioterapeuta Telma, “praticar qualquer atividade física com segurança é ser capaz de reconhecer os limites e quando algo está errado”.
O mais comum é repetir de oito a dez vezes as séries de exercícios, com 1 ou 2 minutos de descanso entre uma e outra, para que o músculo recupere a atividade metabólica e a frequência cardíaca volte a patamares seguros. E cabe ao especialista que acompanha o idoso informar ao médico qualquer alteração em seu quadro.