terça-feira, 31 de julho de 2012

A Dança na Terceira Idade



A infância começa logo após o nascimento e vai até aos 12 anos, dos 13 aos 18, pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, surge à adolescência. A fase adulta se estende a posteriori dos 18 anos e pode ir até aos 60, com a velhice começando a partir dos 60 anos. A maioria dos idosos tem um ou mais problemas crônicos de saúde. De acordo com seus próprios relatos, mais da metade das pessoas com 70 anos ou mais sofre de artrite, um terço tem hipertensão, mais de um quarto sofre de doença cardíaca ou catarata e aproximadamente um décimo sofre de diabetes. Uma vez que o nível elevado de colesterol é um fator de risco importante para a doença cardíaca, diminuir a gordura do sangue, através de dietas ou de fármacos, é particularmente importante nessa faixa etária.

Saúde e bem estar: como alcançar? - Dentre diversas atividades propostas por organizações não-governamentais em prol dos idosos, a dança é uma das que oferecerem grandes benefícios à saúde da população da terceira idade. Com a dança, o corpo e o espírito adquirem juntos, um bom desempenho quando o assunto é uma melhor qualidade de vida, trazendo o desenvolvimento corporal que, ao logo dos anos, se perdeu. A dança para os idosos está voltada especificamente ao equilíbrio e a coordenação motora, além de manter a sua atenção, memória e concentração, faz com que eles diminuam o seu estado de depressão, estresse, ansiedade e desenvolva em si uma auto-estima como fonte de bem estar em sua saúde.

Durante muito tempo os médicos só tinham a preocupação de mandar os idosos para hidroginástica ou caminhada, mas hoje em dia há outras opções, que é o caso da dança na terceira idade. Por conta de vários fatores, já podemos dizer que a dança na faixa etária dos idosos tem sim sua eficácia ao benefício positivo de elevar o bem estar emocional. São vários motivos que levam os idosos a procurar a dança, entre eles estão a saúde física e mental. E quando isso acontece realmente percebemos o quanto é importante movimentar o corpo através da atividade física, ou melhor, a dança faz bem para quem pratica ou até mesmo observa.

Outros pesquisadores vêm estudando a importância da prática da dança como forma de atividade física para o idoso. Para o desenvolvimento da sua consciência corporal na terceira idade, Adélia Prado, autora de vários livros, num estudo realizado na área da dança para a terceira idade, aponta que essa atividade tem grande aceitação por parte dos idosos que a praticam e, também, que a idade não se constitui em obstáculo para sua prática. Severo e Dias (2000) afirmam que a dança tem o poder de modificar a vida dos idosos, possibilitando-lhes viver numa melhor dimensão existencial.

A dança como forma de auto-estima na terceira idade - Grandes são as limitações que surgem com o passar dos anos, desta forma a dança tem surgido como instrumento potencializador para melhorar a qualidade de vida em idosos.

Segundo Rezende (2003), em ‘A Dança de Salão: Promoção da Saúde do Idoso’, a dança como atividade física ajuda a garantir a independência funcional do individuo, através da manutenção de sua força muscular, principalmente de sustentação, equilíbrio, potência aeróbica, movimentos corporais totais e mudanças no estilo de vida. A dança, neste contexto contribui para que o tempo possua uma ação mais branda nos indivíduos, amenizando as dificuldades enfrentadas por pessoas com idades mais avançadas. Dessa forma, este texto teve como objetivo analisar o significado da dança na terceira idade e, especificamente, identificar o seu significado antes e durante a sua prática, além de compreender a importância da dança para essa faixa etária. Este artigo é o início de algo ainda muito maior e mais trabalhado, fará parte da Monografia da autora deste trabalho.

Fonte: <http://www2.jornaldacidade.net/artigos_ver.php?id=10567>

terça-feira, 24 de julho de 2012

Viaja Mais Melhor Idade



O Viaja Mais Melhor Idade é uma iniciativa do Ministério do Turismo cujo objetivo é facilitar e estimular os brasileiros com 60 anos ou mais a viajar pelo País.

O programa oferece pacotes para viagens em grupos com origens e destinos específicos e serviços diferenciados, além de ofertas de meios de hospedagem em todo o Brasil.

Vale dizer que, além de promover a inclusão social dos idosos, o Viaja Mais Melhor Idade fortalece o turismo interno e gera benefícios por todo o País.


Em 2010, conforme o manual de requisitos do Viaja Mais Melhor Idade, nove operadoras de turismo trabalharam aderidas ao programa, e aproximadamente 2 mil agências cadastradas. Segundo o balanço 2010 do Programa, mais de 2 mil meios de hospedagem estavam disponíveis em 588 cidades brasileiras, colocando à disposição do público mais de 217 mil leitos. As diárias médias de 2010 ficaram cotadas em R$ 98,07 (solteiro) e R$ 114,56 (casal). Já o preço médio dos pacotes ficou em torno de R$ 950. 

Outra facilidade do programa foi a parceria estabelecida com a TRIP Linhas Aéreas. Passageiros com mais de 60 anos têm direito a 35% de desconto em bilhetes aéreos comercializados pela empresa. Mais de 70 destinos brasileiros operados pela maior companhia de aviação regional da América Latina são oferecidos pelo programa com tarifas especiais. O desconto vale para todas as épocas do ano – baixa, média ou alta temporada – desde que não sejam voos compartilhados com outras companhias aéreas.

Pesquisa realizada pela Ministério do Turismo durante o Salão do Turismo 2011, em São Paulo (SP), com amostra de 472 entrevistados acima de 60 anos, mostra que:

• 46% preferem viajar de avião e 35% de ônibus;

• 76% hospedam-se em hotel ou pousada durante as viagens;

• mais de 60% viajam com os familiares;

• cerca de 45% organizam a própria viagem e 23% contam com agências de viagens; 

• mais da metade viaja de uma a duas vezes por ano;

• metade considera o Nordeste como a região preferida para viagens;

• 46% preferem viajar na baixa temporada e 34,5% em qualquer época do ano;

• dentre os incentivos desejados para viajar a lazer, estão: o preço das tarifas aéreas/rodoviárias, o preço da hospedagem e os pacotes melhor organizados.

Não é possível calcular a participação exata dos idosos no mercado doméstico de turismo. O que se sabe é que esses brasileiros viajam quando são dadas as condições para isso. Uma demonstração da conquista desse novo segmento é o resultado que o Viaja Mais Melhor Idade apresentou em tão curto tempo, superando todas as metas.

Fonte: Ministério do Turismo

terça-feira, 10 de julho de 2012

O QUE É GERONTOLOGIA?



Proposta por Metchnicoff em 1903 (Neri, 2008), a Gerontologia (do grego gero = envelhecimento + logia = estudo) é a ciência que estuda o processo de envelhecimento em suas dimensões biológica, psicológica e social. De acordo com Neri (2008), a Gerontologia trata-se de um “campo multi e interdisciplinar que visa à descrição e à explicação das mudanças típicas do processo de envelhecimento e de seus determinantes genético-biológicos, psicológicos e socioculturais” (p.95).

A Gerontologia é o campo de estudos que investiga as experiências de velhice e envelhecimento em diferentes contextos socioculturais e históricos, abrangendo aspectos do envelhecimento normal e patológico. Investiga o potencial de desenvolvimento humano associado ao curso de vida e ao processo de envelhecimento. Caracteriza-se como um campo de estudos multidisciplinar, recebendo contribuições metodológicas e conceituais da biologia, psicologia, ciências sociais e de disciplinas como a biodemografia, neuropsicologia, história, filosofia, direito, enfermagem, psicologia educacional, psicologia clínica e medicina (Neri, 2008).

Para Alkema e Alley (2006) a Gerontologia estuda os processos associados à idade, ao envelhecimento e à velhice, sendo uma área de convergência entre a biologia, sociologia e a psicologia do envelhecimento. O envelhecimento, nesse sentido, representa a dinâmica de passagem do tempo e a velhice inclui como a sociedade define as pessoas idosas. A biologia do envelhecimento estuda o impacto da passagem do tempo nos processos fisiológicos ao longo do curso de vida e na velhice. A psicologia do envelhecimento, por sua vez, se concentra nos aspectos cognitivos, afetivos e emocionais relacionados à idade e ao envelhecimento, com ênfase no processo de desenvolvimento humano. A sociologia baseia-se em períodos específicos do ciclo de vida e concentra-se nas circunstâncias sócio-culturais que afetam o envelhecimento e as pessoas idosas.

Texto baseia-se no capítulo produzido pela Profa Dra. Anita Liberalesso Neri.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Dor nas juntas? Saiba mais...


O termo artrite é utilizado para definir uma alteração inflamatória que acomete a articulação. Qualquer pessoa seja um atleta profissional, um esportista de fim de semana ou mesmo um indivíduo mais idoso, quando submetido a determinados esforços mais intensos ou mesmo traumáticos, pode desenvolver um quadro inflamatório da articulação que, nesta fase aguda, recebera a denominação de artrite.

A artrite (inflamação da articulação) pode ser sintoma de inúmeras doenças, sendo sempre de vital importância o diagnóstico da doença que originou a inflamação. A artrite dos esportistas, como regra é traumática e deve ser diferenciada daquela das outras doenças reumatológicas, dos processos infecciosos, das doenças microcristalinas e, principalmente, da Artrite Reumatóide, esta sim uma doença específica.

Os termos osteoartrose, osteoartrite e artrose definem uma mesma doença que chega a acometer até 30% da população adulta acima dos 50 anos. Se lembrarmos que o prefixo “artro”, vem do grego “arthros” e significa articulação, e a ele juntarmos o sufixo “ite” que significa inflamação, teremos a etimologia da palavra “artrite”. O mesmo acontecerá ao juntarmos o sufixo “ose” que significa degeneração.

Os termos osteoartrite e osteoartrose surgiram posteriormente, para exemplificar melhor a doença artrose, quando foi descoberto que o osso sub condral (embaixo da cartilagem) participava no processo fisiopatológico da Doença.

Resumindo, quando nos referimos a osteoartrose, osteoartrite ou artrose estaremos sempre falando de uma mesma doença, que deve ser tratada o mais precocemente possível, para que a mesma não cause incapacidade.

Manter a atividade funcional de uma articulação praticando exercícios físicos é fundamental para a saúde, pois a inatividade excessiva é extremamente prejudicial. Antes de desenvolver qualquer tipo de atividade física é preciso que a pessoa – em especial aquelas com histórico familiar de osteoartrose – receba uma avaliação da condição de saúde de suas articulações.

Idosos que apresentam fraqueza muscular, anormalidades neurológicas ou algum tipo de deformidade nas articulações
devem evitar exercícios excessivos que sobrecarreguem os membros, prevenindo, assim, o desenvolvimento ou avanço da doença. Exercícios de baixo impacto como natação e hidroginástica geralmente são os mais recomendados aos pacientes com osteoartrose.

Como vimos acima, vários cuidados preventivos podem ser tomados para evitar ou retardar o aparecimento da doença. Exercícios físicos apropriados de alongamento, de musculação e posturais ajudam a manter a cartilagem saudável. Sendo bem orientadas, tais práticas aumentam a amplitude dos movimentos da articulação e fortalecem os músculos para que esta possa absorver melhor os choques, reduzindo, assim, o risco da doença. Porém, se os sintomas estão presentes, é importante consultar um médico especialista.

Fonte: <http://www.cuidardeidosos.com.br/artrose-artrite-e-osteoartrose-sao-a-mesma-coisa/>