segunda-feira, 27 de outubro de 2014

TÉCNICAS UTILIZADAS NA FISIOTERAPIA GERIÁTRICA


O envelhecimento é um fenômeno biológico, psicológico e social que atinge o ser humano na plenitude de sua existência, modificando sua relação com o tempo, com o mundo e com sua própria história.
O relacionamento do idoso com o mundo se caracteriza pelas dificuldades adaptativas, tanto emocionais quanto fisiológicas. No relacionamento com sua história o idoso pode atribuir novos significados a fatos antigos através da experiência de vida adquirida. Nesse processo, nosso grande objetivo é oferecer qualidade de vida com muita segurança e carinho. É isso que nós fisioterapeutas temos como obrigação, além de pesquisas para melhor compreendimento de determinadas patologias que são apresentadas na terceira idade.
A Fisioterapia, pode auxiliar o tratamento e a prevenção de doenças atuando junto ao idoso e proporciona uma melhor qualidade de vida a este, promovendo uma melhor postura, uma marcha equilibrada, uma melhora da autoestima, evitando a depressão e o sentimento de incapacidade.

Dentre muitas técnicas as mais utilizadas na geriatria são:
Hidroterapia - Terapia feita dentro da água pelo baixo impacto que causa aos idosos é a preferida pelos fisioterapeutas. Utiliza exercícios para articulações e músculos.
Mecanoterapia - Terapia com aparelhos mecânicos para fortalecer a musculatura.
Cinesioterapia - Terapia por movimentos. São exercícios que têm como objetivo trabalhar articulações e musculatura.

Fonte: 
http://fisiomarcelogeriatria.blogspot.com.br/2010/02/tecnicas-utilizadas-na-fisioterapia.html

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

MECANOTERAPIA


A Mecanoterapia é o tratamento por exercícios através da utilização de aparelhos mecânicos destinados a desenvolver flexibilidade, mobilidade, força muscular, resistência à fadiga, coordenação, equilíbrio e habilidades motoras funcionais
Dentre a gama de aparelhos mecanoterapêuticos disponíveis para a prática fisioterapêutica, e das várias maneiras de agrupá-los, a mais funcional é aquela adotada segundo o tipo de movimento ou tratamento feito no equipamento. Assim, temos aparelhos que não oferecem resistência ao movimento (ex.: Barra de Ling, prancha ortostática, tábua de quadríceps e Quadro Balcânico), aparelhos que oferecem resistência ao movimento (ex.: Cadeira de Bonet, leg press, bicicleta estacionária, esteira ergométrica e halteres), aparelhos para treino de marcha (ex.: andador, barra paralela, escada progressiva e rampa), aparelhos proprioceptivos (ex.: pranchas de equilíbrio, cama elástica, bola suíça e balancim), aparelhos para reeducação postural (ex.: Thera-band, mesa de RPG, bola suíça e Barra de Ling), aparelhos para tração vertebral (ex.: tração cervical ou lombar) e incentivadores respiratórios (ex.: Voldyne, triflo, flutter e peak flow).-
Existem ainda alguns princípios básicos para o uso dos aparelhos mecanoterapêuticos, a seguir: (a) avaliar a integridade osteo-mio-ligamentar do paciente antes de usar o equipamento; (b) determinar os tipos de exercícios a serem usados (passivo, ativo-assistido, ativo livre ou ativo resistido), de acordo com a característica do aparelho e da função motora a ser trabalhada; (c) colocar o paciente em posição fundamental para o uso de determinado aparelho, evitando movimentos compensatórios; (d) graduar o número de repetições e a carga dos exercícios, quando utilizar aparelhos que oferecem resistência ao movimento; (e) tomar as devidas precauções de segurança quando usar o equipamento, como estabilizar as estruturas corporais apropriadamente a fim de prevenir movimentos indesejados ou evitar sobrecarga indevida nos segmentos corporais; (f) quando o exercício for completado, deixar o equipamento em condição apropriada para uso futuro e; (g) reavaliar o paciente para determinar como o programa terapêutico foi tolerado por ele, ajustando-o para uma nova fase de exercícios.

 Fonte: http://fisiomarcelogeriatria.blogspot.com.br/2010/02/tecnicas-utilizadas-na-fisioterapia.html

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Idosos serão 30% da população em 2050


A Organização das Nações Unidas estima que, em meados deste século, 30% da população no Brasil e em outros 64 países, terão mais de 60 anos. Em 1950, a expectativa de vida não passava de 50 anos nos países desenvolvidos, onde hoje é superior a 80. O envelhecimento da população traz desafios aos países, principalmente para aqueles em desenvolvimento, onde o ritmo é mais acelerado. Previdência, adaptação do sistema de saúde e violência são temas prioritários nesse momento de transição demográfica e serão discutidos na Reportagem Especial desta semana.
Na capítulo de amanhã, o envelhecimento da população e os novos desafios, como o sistema de previdência, que preocupa governos em todo o mundo.
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Daqui a doze anos, em 2025, o Brasil vai ocupar o sexto lugar em número de idosos no mundo. Hoje, indivíduos com 60 anos ou mais já representam 12% da população. De acordo com o IBGE, são 23 milhões e meio de pessoas. Em 2001, os idosos representavam apenas 9% do total de brasileiros.

Estudo da ONU mostra que, em 2050, o planeta terá 2 bilhões de idosos. Em 1950, eles eram 200 milhões. Segundo o mesmo levantamento, entre 2010 e a projeção para 2015, ocorre crescimento anual da população acima de 60 anos três vezes maior que o observado para a população total.

No Brasil, no entanto, o envelhecimento ocorre de forma particularmente acelerada, como destaca a coordenadora do Estudo Brasileiro de Saúde e Bem Estar dos Idosos (Elsi/Brasil), a médica e pesquisadora Maria Fernanda Lima:

“O Brasil é um dos países com o ritmo mais rápido de envelhecimento no mundo. Enquanto, por exemplo, a população da França idosa, com 65 anos ou mais, demorou cem anos pra dobrar de tamanho, a gente vai fazer isso em pouquíssimas décadas, em duas décadas.”

A expectativa de vida no Brasil do início do século passado não chegava a 34 anos. Um bebê brasileiro nascido em 2013 pode esperar viver pelo menos 40 anos mais. A média de vida já ultrapassa os 73 anos. Mas, além de as pessoas estarem vivendo mais, há outros fatores que explicam o envelhecimento populacional.

O principal deles é a queda da fertilidade, hoje inferior a dois filhos por casal no País. Atualmente, o porcentual de crianças entre zero e cinco anos está em 8,5%, contra 11% há dez anos.


segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Aumento da população de idosos e mercado de serviços na capital




Em 2050 eles serão 64 milhões de brasileiros e representarão 30% da população do País. O Brasil do futuro vai ficar velho e nas próximas décadas terá que acolher os adultos e jovens de hoje. Os idosos são 19 milhões e respondem por 9,84% da população atualmente, mas já existem negócios focados neles, como agências de turismo e academias de ginástica. Em alguns casos, este público já representa 70% do faturamento.

Com o crescimento do grupo, vão aumentar as incertezas quanto à capacidade do País em amparar esta parcela da sociedade. Por outro lado, as oportunidades a ser atendidas irão muito além da oferta de serviços na área de saúde ou da oferta de remédios para cuidados básicos.

De acordo com o IBGE, a população brasileira deve chegar ao máximo em 2039, com 219 milhões de habitantes e diminuir a partir de então, até chegar a 2050, com 215 milhões de pessoas. “O aumento da participação do idoso na sociedade é um resultado da queda nas taxas de fecundidade e no aumento da expectativa de vida no País”, explica o coordenador Técnico do Censo Demográfico na Bahia, Joilson Rodrigues de Souza. De 1950 até 2008, a expectativa de vida do brasileiro aumentou dos 43,3 para os 73 anos.

O artigo Mercado da Terceira Idade, publicado em 2006 pelo mestre em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais, José Ribeiro, especialista do Escritório da Organização Internacional do Trabalho no Brasil (OIT), destaca o potencial econômico dos idosos. Com base no Censo demográfico de 2000, ele ressalta áreas em Salvador com potencial de negócios para quem tem mais de 60.

O grupo ocupava 6,8% em média da população, mas a participação podia chegar aos 20% entre os moradores da Barra, Barra Avenida, Campo Grande, Canela e Vitória. Em relação à renda, cuja média era equivalente a 5,6 salários mínimos, havia uma variação entre 1,3 salários mínimos no Bairro da Paz e 21,6 salários no Itaigara, Caminho das Árvores e Iguatemi.

Na última Feira do Empreendedor, o Sebrae apresentou a agência de cuidadores como uma oportunidade para quem deseja investir em novos negócios. “Os idosos são um mercado que se destaca no Brasil”, afirma a coordenadora de atendimento empresarial, Isabel Ribeiro. Infraestrutura, acessibilidade, acompanhamento, lazer, entretenimento e estética são boas áreas, aponta.