segunda-feira, 29 de setembro de 2014

As Doenças Cardiovasculares na Terceira Idade


A doença cardiovascular é dividida em doenças do coração ou cardíacas, e doenças da circulação ou vasculares.

Entre as doenças do coração destacam-se o infarto agudo do miocárdio, a insuficiência cardíaca, e a coronariopatia. A hipertensão arterial e as arritmias cardíacas são também importantes distúrbios do sistema cardiovascular.

A falência do sistema cardiocirculatório é denominada choque cardiogênico. Entre as doenças da circulação destacam-se a insuficiência arterial periférica, o aneurisma da aorta abdominal, a embolia pulmonar, a artrite, as varizes e a trombose mesentérica e a trombose venosa profunda.

Os principais sinais da doença do coração são a falta de ar, a sensação de cansaço, as palpitações, as dores no peito e o inchaço nos pés. A tosse também pode ser um sintoma de doença cardíaca. As doenças da circulação em geral se manifestam com dores e inchaço. O principal processo patológico que leva à doença cardiovascular é a arteriosclerose.

O estudo do coração é feito através de radiografias de tórax, eletrocardiografia, ergometria, ecocardiográfia, métodos nucleares (radioisótopos), tomografia computadorizada, ressonância nuclear magnética e angiografia (cinecoronariografia). O desenvolvimento de métodos não invasivos para o estudo do coração tem diminuído o número de cinecoronariografias. Atualmente a cinecoronariografia é feita para quantificar a doença cardíaca e determinar a indicação de tratamento cirúrgico.

A prevenção é a base do tratamento da doença cardíaca: atividade física regular, combate ao estresse e aos outros fatores de risco. Medicamentos que melhoram a força do músculo cardíaco (digitálico), que impedem as arritmias e os medicamentos trombolíticos (aspirina) formam junto com os diuréticos o arsenal terapêutico das doenças cardíacas.

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Idosos e seus hábitos



Idosos estão dispostos a mudar hábitos e evitar fraturas, diz estudo.
Exercícios e uso de calçados adequados são algumas das medidas.
Riscos em pacientes acima dos 50 anos dobram após a primeira fratura.
Pessoas com mais de 65 anos estão dispostas a mudar seus hábitos alimentares, praticar atividades físicas, consumir suplementos e até mudar o tipo de calçado quando informadas de que isso pode evitar fraturas. A conclusão é de um estudo feito no Canadá.

Segundo a médica Joanna Sale, pesquisadora do hospital St. Michael, em Toronto, os idosos que não tinham muita informação sobre o problema acabavam adotando medidas negativas na tentativa de evitar quedas, como reduzir atividades domésticas ou de lazer.

Sale explica que, em média, quase metade das mulheres e um a cada cinco homens acima dos 50 anos sofre fraturas após quedas. E, após a primeira ocorrência, o risco de que o acidente se repita é dobrado. A saúde fica especialmente fragilizada entre aqueles que quebram o quadril, já que cerca de 50% destes morrem ou perdem permanentemente a mobilidade.

O estudo, publicado na revista Osteoporosis International, avaliou pacientes do Programa de Atendimento Exemplar à Osteoporose da Clínica de Fraturas do St. Michael.
Os idosos responderam a um questionário que mediu o quanto eles sabiam sobre os riscos de fraturas e quais atitudes tomavam para preveni-las. Além disso, foram submetidos a testes de densidade óssea.


segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Esclerose Lateral Amiotrófica ou E.L.A


O que é?
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) faz parte, junto com a Atrofia Muscular Espinal Progressiva e a Paralisia Bulbar Progressiva, de um grupo de doenças do neurônio motor (Atrofias Musculares Neurogênicas) de etiologia desconhecida, sendo distúrbios caracterizados por fraqueza muscular e atrofia por denervação.
Cinco a dez por cento dos casos são familiares, com herança autossômica dominante.
Nessa síndrome (ELA) clínica complexa, crônica e progressiva, os pacientes geralmente têm mais de 40 anos e a incidência da doença é maior em homens.
Como se desenvolve e o que se sente?
Câimbras são comuns e podem anteceder a fraqueza muscular e atrofia que se inicia pelas mãos, outras vezes pelos pés.
A doença se caracteriza por degeneração dos feixes corticospinais (via piramidal) e dos cornos anteriores da medula, motivos pelos quais poderá aparecer fraqueza muscular sem dores, atrofias musculares, fasciculações (movimentos involuntários visíveis em repouso) e espasticidade (contração súbita e involuntária dos músculos).
Este quadro começa lentamente a progredir, comprometendo finalmente os membros superiores e inferiores juntamente com a musculatura do pescoço e da língua, em alguns casos. O paciente pode manifestar dificuldade para deglutir, engolir a saliva e os alimentos (disfagia), apresentar perda de peso, e dificuldade na articulação das palavras (disartria).
A fala pode ser flácida ou contraída, podendo haver uma alternância desses dois aspectos. A dificuldade de deglutir resulta em sialorréia (salivação), enquanto as dificuldades de respirar levam a queixas de cansaço.
A morte ocorre geralmente dentro de dois a cinco anos, sendo que 20% dos pacientes sobrevivem seis anos.
Diagnóstico
Ao realizar o diagnóstico, é necessário afastar possibilidades de compressões medulares, seja por tumores da medula espinal ou patologias raquidianas. Miopatias, atrofia por escoliose cervical, disco intervertebral roto, malformações congênitas da coluna cervical e esclerose múltipla devem ser excluídos como causa da atrofia muscular.
Exames como Tomografia Computadorizada (CT) e Ressonância Magnética Raquidemular (RNM) e Eletroneuromielografia são elementos de peso para corroborar os achados clínicos. É bom lembrar que os sistemas sensitivos, os movimentos oculares voluntários e as funções intestinais e urinárias costumam ser normais.
Tratamento
Não existe tratamento específico.
Cuidados gerais, físicos e psíquicos se impõem, notando-se que até o presente momento os medicamentos chamados específicos são de pobres resultados.
Fisioterapia deve ser planejada para ajudar o paciente a se exercitar, fazer alongamento e manter alguma flexibilidade. Um terapeuta ocupacional pode providenciar dispositivos adaptados às deficiências do paciente para que ele possa manter uma relativa independência funcional. Devem ser organizados, à medida que aumentam as dificuldades de fala do paciente, esquemas ou artifícios que o ajudem a se comunicar com os familiares, amigos, enfermagem e auxiliares.
Um pneumologista é de grande auxílio para determinar quando técnicas de ventilação não invasivas serão necessárias devido aos sintomas pulmonares e em dar assistência e cuidados em longo prazo aos pacientes que escolherem tornarem-se dependentes de ventilação controlada.
Esta enfermidade não compromete as funções cerebrais, o que torna a evolução mais dolorosa para o paciente e os acompanhantes.
Prognóstico
Hoje com cuidados especiais, com traqueotomia e ventilação controlada há casos com mais de 25 anos de evolução.


FONTE http://www.abcdasaude.com.br/neurologia/esclerose-lateral-amiotrofica

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Alimentação na Terceira Idade



Ela chega lá pelos 65 anos de idade. A maioria chama de "terceira idade", mas o nome mais bonito que já deram para essa fase é "melhor idade"! E também, e não era pra menos: o Brasil hoje é um dos países com maior quantidade de idosos. Com certeza é um bom sinal de que nossa saúde está indo cada vez melhor. Outra coisa boa da "melhor idade" é que a maioria dos idosos consegue ter um tempo maior para fazer o que gosta, sem tantas obrigações como antes, e também dá pra cuidar melhor da saúde, que geralmente exige alguns cuidados especiais nessa fase.A terceira idade geralmente chega trazendo algumas mudanças para o corpo. Veja alguns exemplos:- menos apetite (paladar menos apurado, menos salivação e às vezes, menos mastigação por causa da queda de dentes). Por isso, é importante tomar cuidado para que não haja deficiência de nutrientes;- digestão lenta e acúmulo de gases (flatulência);- ritmo mais lento para as mesmas atividades do dia-a-dia, o que pode significar menor gasto de energia e maior acúmulo de gorduras no corpo;- maior risco de doenças crônicas como diabetes, obesidade, hipertensão, Mal de Parkinson, certos tipos de câncer etc.Mas é bom lembrar que essas mudanças vão depender bastante do estilo de vida que o idoso adotou até agora (e também da tendência genética que ele herdou dos pais). Se ele manteve hábitos saudáveis, com certeza vai ser mais fácil envelhecer com qualidade de vida.Veja só essas DICAS NATURAIS PARA AJUDAR A MANTER A SAÚDE E A VITALIDADE NA TERCEIRA IDADE:1 - CASTANHA DO PARÁ E CEREAIS INTEGRAIS (arroz integral, aveia, trigo etc) SÃO BEM-VINDOS. Eles contêm zinco, importante para aumentar a sensibilidade do paladar e estimular o apetite;
2 - EVITE ALIMENTOS REFINADOS (feitos com farinha branca como pão francês, bolachas refinadas, arroz branco, etc) para melhorar a digestão e prevenir a flatulência;
3 - QUANTO MAIS LONGE DO AÇÚCAR, MELHOR. Tanto ele quanto os produtos refinados aumentam o risco de diabetes;
4 - VARIAR É SAUDÁVEL. Abuse das frutas, verduras e legumes de cores e tipos diferentes. Junto com essa variedade, vêm um monte de nutrientes diferentes, importantes para evitar deficiências nutricionais, comuns entre idosos. Grãos integrais também ajudam bastante;
5 - PORÇÕES MENORES, MAIS VEZES POR DIA. Diminua a quantidade das refeições mas coma mais vezes ao dia. Isso ajuda a dar a sensação de fome e aumenta o apetite;
6 - COMIDINHA LEVE E NUTRITIVA NO JANTAR. Faça uma refeição mais leve à noite (com vegetais e grãos integrais, como uma sopa ou um risoto de quinua, por exemplo). Isso ajudará a facilitar a digestão;
7 - MENOS SAL MAIS ERVAS NATURAIS. Reduza o sal de cozinha e os produtos artificiais que contém sódio (como molhos e caldos artificiais, adoçantes à base de ciclamato de sódio ou de sacarina sódica etc). Para temperar, prefira as ervas naturais ou o gersal;
8 - UMA ATENÇÃO ESPECIAL À SAÚDE DOS OSSOS. Para isso, invista nas fontes naturais de cálcio (gergelim, brócolis, folhas verde-escuras, linhaça) e de magnésio (grãos de bico, banana, gergelim, castanha do pará). Não deixe de tomar sol, todos os dias também (pelo menos 15 minutos por dia, até 10h da manhã ou após 16h); ele ajuda o corpo a produzir vitamina D, que facilita o aproveitamento do cálcio dos alimentos;
9 - EVITE OS "LADRÕES DE CÁLCIO", como as bebidas alcoólicas e café, chá preto e refrigerantes;
10 - CUIDE DO CORAÇÃO. Pra isso, as gorduras "do bem" presentes na linhaça, no azeite extravirgem, nas castanhas e amêndoas são imbatíveis. Eles ajudam a prevenir a aterosclerose e outras doenças cardiovasculares. As fibras do farelo de aveia, também ajudam muito, principalmente na hora de manter os bons níveis de colesterol;
11 - A FAVOR DO INTESTINO, prefira as fibras dos cereais integrais, fibra de trigo,farelo de aveia, dos brotos de feijão e alfafa, do bagaço de laranja... Eles previnem a "prisão de ventre" e o câncer de intestino;
12 - MUITA MUITA ÁGUA! Ela ajuda a desintoxicar, hidrata, facilita o trabalho do intestino e dos rins, entre muitas outras vantagens;
13 - MASTIGUE COM CALMA, várias vezes. Isso facilita a digestão;
14 - MEXA-SE. Atividade física faz bem para o corpo e pra mente. Faça com orientação profissional;
15 - PROCURE MANTER O BOM-HUMOR E OS MOMENTOS DE ALEGRIA E LAZER. Isso dá um bem-estar enorme, e a saúde vem de brinde!