quarta-feira, 19 de março de 2014

Os déficits de visão e de audição em idosos


 Os déficits de visão e de audição  em idosos

VISÃO
A visão sofre alterações, o que leva a maioria dos idosos à necessidade de usar óculos para enxergar coisas de perto. Existem alterações importantes como, por exemplo, dificuldade para distinguir as cores e a profundidade dos objetos, contribuindo assim para possíveis quedas ao chão.
Algumas doenças dos olhos são mais freqüentes em idades mais avançadas, como o glaucoma e a catarata. São doenças crônicas que podem levar à cegueira, se não forem tratadas a tempo. Todo o cuidado, então, já que não sentem nada na visão por um bom tempo. Por esta razão, o idoso deve ir ao oftalmologista, anualmente. Importante salientar que não há contra-indicação para a cirurgia de catarata, por causa da idade. Em qualquer etapa da vida, mesmo com mais de 90 anos, a pessoa pode se beneficiar com este tipo de cirurgia. Somente a presença de doenças e não a idade pode contra-indicar as cirurgias oftalmológicas.
  • •             CATARATA: embaçamento do cristalino, provocado pela idade, reduzindo a visão periférica, principalmente na parte da noite.
  • •             GLAUCOMA: pressão aumentada do globo ocular, que se não tratada pode afetar o nervo óptico, causando a cegueira.

AUDIÇÃO
A audição pode estar reduzida em aproximadamente 30% dos idosos. Essa alteração, na maioria das vezes, ocorre em razão do envelhecimento do sistema auditivo. Quando existe mais de duas pessoas ou se a televisão estiver ligada, o idoso estando presente pode não ouvir direito o que se está falando, mesmo sendo saudável. Outra causa relativamente fácil de ser diagnosticada e tratada é o acúmulo de cera dentro dos ouvidos. Se há dificuldade de audição, nem sempre adianta gritar. O idoso tem dificuldade de ouvir sons muito agudos e vozes muito finas.
A seguir, daremos algumas dicas para orientar os cuidadores e os idosos, em relação a perda auditiva:
·         •Verificar se há cera acumulada e providenciar a sua retirada por profissional médico competente. Não retirar com cotonete ou qualquer outro objeto, pois pode empurrar ainda mais o cerume para dentro do ouvido.
·         •Não gritar ao tentar se comunicar com o idoso, fique diante dele evitando muitos ruídos ou muita gente falando, de modo que ele possa entender as expressões de seu rosto e ler seus lábios.
·         •Lembrar que existem outras alterações menos comuns que também afetam a audição, como os tumores e a infecções. Por isto, é necessário levar o idoso ao otorrinolaringologista (médico especialista em ouvido, nariz e garganta), sempre que houver perda de audição.
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Em relação ao idoso com demência, lembrar que:
·         O cuidador deve permanecer sempre tranqüilo e falar de um modo gentil e amigável. Comunicar com frases curtas e simples, enfocando uma idéia ou uma opinião de cada vez. Dê tempo para o idoso entender o que lhe é dito.
·         Deve-se falar claro e lentamente, sem elevar a voz. Se for necessário, pode-se repetir palavras que expressam o mesmo sentido. Exemplo: tomar banho, lavar o corpo, entrar no chuveiro… Ao dizer nome, dê-lhe uma orientação: “Maria, sua filha!”, “João, seu vizinho!”
·         Procurar não discutir ou convencer o idoso, não partindo para conversas mais complexas, de difícil entendimento. Fale com simplicidade!

Fonte: http://www.cuidardeidosos.com.br/os-deficits-de-visao-e-audicao/#sthash.2HPsmj0F.dpuf


quarta-feira, 12 de março de 2014

Ler Preserva a Memória







Cultivar o hábito de ler e escrever regularmente pode contribuir para preservar a memória por mais tempo. Estudo feito por pesquisadores do Centro Médico da Universidade Rush, de Chicago, com 294 idosos indica que se dedicar a esse tipo de atividade reduz a velocidade do processo de deterioração mental (Neurology, 3 de julho).
Essas práticas saudáveis podem diminuir até 15% o ritmo de progressão da perda da memória. ”Nosso estudo mostra que adotar atividades que estimulam o cérebro ao longo da vida, desde a infância até a idade avançada, é importante para manter a saúde mental na velhice”, diz Robert S. Wilson, principal autor do trabalho.
 Não abandonar esse estilo de vida com o passar dos anos também se mostrou importante. O declínio cerebral entre os idosos que liam ou escreviam com frequência ainda na velhice ocorreu em um ritmo 32% mais lento do que entre os que faziam isso com uma constância menor. Os velhos que quase nunca se dedicavam a essas atividades apresentaram uma velocidade de deterioração mental 48% maior do que os que liam e escreviam esporadicamente.
Os pesquisadores acompanharam os participantes do estudo durante cerca de seis anos, até o momento de sua morte, em média aos 89 anos. Anualmente, submeteram os idosos a testes de memória e cognição e os entrevistaram sobre seus hábitos de leitura ao longo da vida. Fizeram ainda uma autópsia no cérebro dos velhos para determinar a incidência de lesões e placas associadas a demências.


Fonte:http://revistapesquisa.fapesp.br/2013/07/12/ler-preserva-a-memoria/