segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Quedas

 
Todas as pessoas podem sofrer quedas, porém, para os idosos, o significado disto é muito relevante, pois pode levá-lo à incapacidade, detrimento e morte.

No Brasil 30% dos idosos sofrem quedas pelo menos uma vez por ano. A freqüência é maior nas mulheres. 70% das quedas ocorrem dento de casa.

Para Cunha & Guimarães (1989), a queda se dá em decorrência da perda total do equilíbrio postural, podendo estar relacionada à insuficiência súbita dos mecanismos neurais e osteoarticulares envolvidos na manutenção da postura.

A origem das quedas pode ser associada a fatores intrínsecos decorrentes de alterações fisiológicas do envelhecimento, doenças e efeitos de medicamentos e a fatores extrínsecos, como circunstâncias sociais e ambientais que oferecem desafios ao idoso. (FABRÍCIO; RODRIGUES; COSTA JÚNIOR, 2004).

Como a fraqueza muscular, falta de flexibilidade, sinergia e mecanismos de programação degradados e dificuldades de controle motor contribuem para as quedas, um alto nível de atividade física é uma estratégia eficaz para preveni-las: aumenta a força muscular, a flexibilidade e o controle motor.

Em casa, o que é possível mudar?


Sobre os cuidados que se devem implantar  em uma residência com idosos, a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG, 2009) informa que uma casa segura contra quedas de idosos deve ter boa iluminação nas escadas e corredores; devem ser eliminados os tapetes soltos, móveis baixos e obstáculos do chão; deve possuir piso antiderrapante, especialmente no banheiro, e tapete antiderrapante no box; ter um banquinho no box, que auxilia a ensaboar e enxaguar os pés durante o banho; ter suportes de parede no box e ao lado do vaso sanitário, para auxiliar o equilíbrio; não usar chaves na porta do banheiro, local de acidentes frequentes; ter interruptor próximo à porta e em boa altura; ter boa iluminação no trajeto da cama ao banheiro durante a noite; ter luzes noturnas que evitam a desorientação durante a noite; manter telefones próximos à cama, luzes de cabeceira fixas; remover soleiras altas das portas; não encerar o piso; altura da cama e cadeiras apropriadas para manter os pés no chão, quando sentado; manter corrimão nas escadas; colocar utensílios e mantimentos em locais de fácil alcance e não subir em escadas ou banquinhos.

No entanto, as modificações devem ser feitas com o consentimento do idoso. “Cada objeto de sua moradia tem um significado afetivo e ele poderá ficar magoado se as intervenções forem feitas sem sua permissão.  (PEREIRA, 2006, p. 1).

É de responsabilidade dos gestores manter os espaços públicos favoráveis ao fácil acesso, livres de riscos e adequados às necessidades da população, fenômeno imprescindível na prevenção de quedas no ambiente externo.

Quanto à prevenção da saúde, qual atitude tomar?

As quedas nos idosos podem ser prevenidas por meio de atividade física regular e orientada. Trabalhando o condicionamento físico, o ganho de massa muscular, proporcionando uma boa postura, domínio corporal, os idosos podem adquirir autoconfiança e controle da caminhada e dos movimentos. (FERREIRA, 2007).

O treinamento de força está cada vez mais sendo indicado e praticado por indivíduos da terceira idade. De acordo com FLECK & KRAEMER (1999), as investigações científicas durante a década de 90, demonstraram que o treinamento com pesos pode ser implantado com sucesso e segurança nas populações da terceira idade, onde até mesmo os “idosos frágeis” e muitos doentes podem se beneficiar e melhorar sua qualidade de vida.

Através do treinamento com pesos pode-se melhorar o equilíbrio e a coordenação, permitindo aos indivíduos da terceira idade desempenharem atividades, tal como andar e subir escadas, com economia de energia reduzindo o risco de quedas. E em caso de uma queda, o aumento da densidade óssea (que também e atribuída ao treinamento com pesos) previne fraturas (EARLE, 2001).

Seguem algumas recomendações adaptadas da prescrição de treinamento de força para idosos frágeis e muito frágeis segundo ACSM:

Grupos musculares relevantes clinicamente: extensão de quadril e do joelho, os flexores do joelho e coluna, dorsiflexores plantares, bíceps, tríceps, ombro, extensores da coluna e muculatura abdominal. Acrescentar exercícios com pesos livres para treinar o equilíbrio. Intensidade: a partir de 80% de 1 RM (os exercícios de alta intensidade são mais seguros que os de baixa intensidade). Frequência: duas a três vezes por semana.

Fonte: <http://www.educacaofisica.com.br/index.php/blogs-ef/entry/queda-em-idosos>

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Atenção aos sinais de Alzheimer


Sinais de alerta:


Saiba que a perda de memória, confusão e desorientação podem ser sintomas de demência, e a demência mais comum é a doença de Alzheimer (DA).

Infelizmente muitas pessoas não reconhecem que estes sintomas, não percebem que eles indicam que algo está errado. Muitos creem, erroneamente, que tais alterações fazem parte do processo de envelhecimento: isso é preconceito.

Como tais sintomas se desenvolvam gradualmente podem não ser percebidos por um longo período. Algumas pessoas até recusam tomar alguma providência quando percebem que há algo errado.

É muito importante procurar um médico quando estes sintomas forem observados. Somente um médico pode diagnosticar devidamente a condição da pessoa, e, muitas vezes, os sintomas são reversíveis. E se o diagnóstico for DA pode-se encontrar ajuda para aprender como cuidar de uma pessoa com demência e onde conseguir apoio para você mesmo, o cuidador.

Perda de memória que afeta as relações e atividades do dia a dia – quando o esquecimento ocorre com mais freqüência sem que seja possível lembrar-se, por exemplo, de nomes, telefones, compromissos, dificuldades em pagar contas, em administrar o próprio dinheiro, etc

Dificuldades em executar tarefas domésticas – quando atividades simples e rotineiras como acender e apagar o fogo do fogão são esquecidas podendo oferecer risco

Problemas com vocabulário – quando acontece o esquecimento de palavras comuns podendo ocorrer também a substituição por outras totalmente inadequadas

Desorientação de tempo e espaço – quando apresentar dificuldade para localizar-se dentro da própria casa, um determinado cômodo ou ainda localizar a própria casa na rua onde vive;

Incapacidade para julgar situações – quando se observa diminuição ou perda do senso crítico, levando a pessoa a  comportamentos não usuais ou estranhos frente a outrem.

Problemas com raciocínio abstrato – dificuldades de compreensão de frases, percepção de semelhanças com as que existem entre uma laranja e uma maçã e outras que exigem raciocínio complexo.

Colocar objetos em lugares errados – quando, por exemplo, a pessoa guarda o relógio no açucareiro ou um ferro elétrico na geladeira e esses erros se repetem.

Mudanças de humor ou comportamento –  observação de  comportamentos  instáveis como  calma seguidos de choro ou sinais de raiva sem motivo aparente;

Mudanças na personalidade – Alterações significativas do jeito de ser, da personalidade.

Perda de iniciativa –  A pessoa torna-se muito passiva, apática, necessitando de estímulos para voltar a se envolver em alguma atividade, mesmo aquelas que lhe davam prazer.